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teatro

Há alguns dias atrás, fui ao Teatro Amazonas assistir a uma apresentação do Coral da Petrobrás a convite dela.

Junto comigo estavam mi pequeña, a soft geek master e um colega em comum. Como de costume chegamos atrasados, mas ainda assim conseguimos um lugar no camarote do segundo piso. O duro era a localização do dito cujo, totalmente à esquerda do palco...

Não que isso tenha interferido no decorrer da apresentação, aliás, até foi interessante ver um chicle de menta despencar do segundo andar e atingir a cabeça do pianista.


o chiclete assistiu ao resto da apresentação de um local privilegiado


No mais, apenas as velhas dificuldades de quem está acostumado a ir no Teatro Amazonas e assistir as atrações direto do camarote. O problema do espaço é desafiador, mas não chega a aborrecer.

E numa dessas, entre uma ida ao banheiro, foi que me veio a idéia...

O que mais chama a atenção de todos que vêem o Teatro Amazonas pela primeira vez é a sua cúpula. É o seu traço característico, o que o torna diferente dos outros.

Correm lendas de que existe uma entrada secreta no andar de cima que leva direto a cúpula, porém é inacessível ao publico por razões óbvias. A entrada existe de fato, já assisti a uma reportagem em que a mostravam por dentro e tmb conheci gente que já esteve lá. Escondido, mas esteve.

E era isso que eu pretendia fazer.

Como estávamos do lado esquerdo do teatro, tive que me deslocar para o lado direito, onde certa vez tinha visto uma escada que continuava a subir. Meu medo era que houvesse guardas ou fiscalização. Felizmente a barra estava limpa e eu subi.

Escada em caracol, feita em ferro fundido e com ares de Belle Époque. O andar de cima lembrava o porão de um navio. Vigas de sustentação, cabos de aço e lonas com poeira e tubulações. Dei mais uma checada pra ver se não havia ninguém no local e desci pra buscar reforço...

Mentira, queria mesmo era levar as meninas pra conhecer a cúpula. Mesmo que nem eu soubesse direito como ir pra lá. Resquício básico de traquinagem infantil.

Após chegar e relatar minha idéia, elas toparam.


subindo...


O Anderson parecia entretido com a apresentação e não demonstrou interesse em ir.

Ok, a primeira impressão delas foi a de que alguém estivesse nos vigiando. Rá! Intuição feminina nunca falha, embora desta vez elas estivessem apenas 50% corretas.

Sondamos o local e quebramos a cabeça tentando achar a dita entrada. O andar de cima era vasto e alto. Além de não nos dar pista nenhuma em como atingir o patamar superior. Só enxergávamos o teto e além dele, a sombra da cúpula.


sondando o local


tentando achar a dita escada que leva a cúpula


...e como a busca estava se mostrando infrutífera, começamos a nos deprimir e apresentar comportamentos estranhos...


puaf!



bwhgaaaaaahhmmmwww!



"a escada irá aparecer, e eu vou lá pra cima, a escada irá aparecer, e eu vou lá pra cima, a escada irá aparecer, e eu vou lá pra cima, a escada irá aparecer, e eu vou lá pra cima, a escada irá aparecer, e eu vou lá pra cimaaaaaaaa....!"


...até que este que vos escreve, teve a impressão de ter visto a luz, ou melhor, A ESCADA!


Palma, palma! Não priemos cânico! Só um instante, acho que encontrei a solução! Vou lá!



tá louco Selph? vc vai tá andando em cima de um teto de gesso, vai cair e quebrar tudo. Alguém pode aparecer e além do mais essa escada leva pra FRENTE do teatro e não dá acesso a cúpula. VOLTA!


Não teve jeito. Após superar o ímpeto de fazer besteira e caminhar sobre as tábuas em gesso, acabei concordando e voltei.

Meio que frustrados por não ter encontrado a bendita escada, decidimos fuçar o resto do local.

Na parte de trás do andar superior havia uma grande estrutura preta sustentada por tábuas, andaimes pré-fabricados e cabos de aço. Tratava-se do mecanismo que acionava a cortina do palco. Fui lá e vi tmb o palco desde cima, os holofotes e a cochia.

"vambora, pode vir alguém"

"que tal passar por detrás do palco?"

Certo. Lá fomos nós. Passando por meio de um tubo de água e uma estrutura de madeira de lei. Até...

"caralho! o guarda!"

Foi ela quem o viu primeiro. Bastou apurar os ouvidos e perceber o tilintar do molho de chaves que ele levava pendurado. Já a Ban agiu conforme os instintos mais básicos e apropriados para aquele momento. Deu no pé. Logicamente, indo atrás de mim, que nem viu o guarda, muito menos ouviu o barulho das chaves, mas só pelo palavrão dito já se tocou que tinha dado merda.

Descemos por uma escada "caracol" semelhante a do outro lado por onde adentramos. Acabamos indo parar na parte exclusiva para funcionários do teatro. Eram uns corredores brancos que lembravam um departamento financeiro. Placas nas portas: "camarim", "chefe de cenografia", "diretor", "departamento de segurança", "sistema de monitoramento", etc.

Na ânsia que encontrar uma saída para os camarotes rodamos aqueles corredores umas três vezes.

Chegamos até o lado onde se compra ingressos já no térreo, mas nada de encontrar o acesso aos camarotes. O jeito foi voltar ao ponto inicial e tentar descer pela primeira escada por onde tínhamos chegado ao piso superior.

Infelizmente, as coisas não foram tão simples assim. Novamente encontramos um guardo no caminho. Eu e a Theya conseguimos meio fugir, mas a Ban ficou pelo caminho.

...e única maneira que ela encontrou pra se livrar daquela foi utilizar a velha desculpa "moço, tô perdida". O guardinha até que foi legal. Disse que isso acontecia com muita freqüência, que existiam muitos "perdidos" (belo eufemismo pra intrometidos) e que o jeito era voltar lá por cima.

Chegamos esbaforidos no camarote. A apresentação se encaminhava pro fim. O Anderson riu e disse que aquela escada de madeira na qual eu quis subir, levava ao salão de festas e não a uma suposta entrada pra cúpula. Tmb falou que existia uma antiga entrada secreta que estava situada no banheiro masculino. Fomos lá, mas ela já foi desativada. Quantos segredos mais deve haver por lá?


ainda vou encontrar...

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Selph - 11:14 AM