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vai trabalhar, vagabundo! - 27/05/2005

Fiquei longe desta esfera de vida virtual durante uma semana inteira.

Será que alguém notou a minha ausência? Bom, deixa pra lá...

O motivo? O mais fodido dos fodões: trabalho

Desde a semana passada ficou marcado que nesta semana que já passou (caraleo, isso tá muito confuso!) seria realizada a mudança do CPD e de todas as estações de um prédio a outro. Trabalhinho do cão! Começamos na sexta passada e só terminamos hj (aliás, ontem, ou será que não? sei lá! só sei que era feriado...)

Sendo que:

* no último sábado eu sai de lá às 4 hrs da manhã
* no domingo, às 5 hrs
* na segunda, às 23 hrs
* e no restante da semana, às 21 hrs

... e entrando todo dia na empresa lá pelas 6:45 da manhã.

Se alguém viu por aí o sono que eu perdi, me avise. Eu sei que tô parecendo uma putinha reclamando desse jeito, mas é só isso que posso fazer...

...por enquanto.

Selph - 3:15 AM

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vetor duplo - 20/05/2005

Já faz um tempo que sigo alguns preceitos esta cartilha que eu mesmo criei.

E me lembro que na época o mote final foi:

“A novidade passou e provou não ter nada de ‘nova’ ”

Algumas pessoas pensaram que se tratava do fim do blog. Não, não era...

Era, como de costume, o que sempre faço quando me vejo num limbo: abrir as portas para a constatação. E sempre que possível fria, direta e racional.

E como o fruto direto das minhas constatações era a redundância, decidi extrapolar de vez naquele momento. Só que hj me vejo novamente naquela situação...

...com o seguinte pensamento: “O ponto de vista lúcido é sempre racional, frio e direto?”

Tipo: Razão x Sentimentalismo. Cada um é um extremo que não se mistura da maneira alguma com o outro?

Creio que não...

Acredito que ambos se misturam na mente das pessoas criando uma amálgama poderosa. Porém, esta mistura deve ter obrigatoriamente um elemento dominante. E é este elemento que vai ter a palavra final e decidir se tal atitude vai ser taxada como racional ou emotiva.

Parece engraçado, irônico na verdade, que para algum adepto incondicional da racionalidade ter prestigio, é necessário que ele defenda seus pontos de vista com paixão (produto raiz dos sentimentalistas)

E a recíproca é verdadeira. Para cada apaixonado, sentimental ou “sensível” poder chegar a algum lugar, é necessária uma presença mínima de razão. Daí a clichezenta frase: “ O coração tem razões que a própria Razão desconhece”

Aliás, como os apaixonados são chegados a clichês e lugares comuns, hein?. Mas que eles são belos, isso não se pode negar...

Então voltando a minha situação atual sobre o ponto de vista lúcido é sempre racional, frio e direto. Sinceramente? Creio que isso é algum resquício de épocas passadas. As vezes vc acha que as gerações que antecederam a nossa foram irrelevantes em alguns pontos, mas a realidade mostra que não.

Existe, por menor que seja, um efeito acumulativo.

Por exemplo: eu sei que existem e sempre existirão contentes e amargurados (como já dizia o antigo tango de Discépolo), mas nestes últimos tempos parece que houve um BOOM no número de pessoas amarguradas ou tristes.

Mal de uma época?
Modismo?
Estilo de vida?

Ou eles sempre estiveram por aí e só agora tivemos noção da existência deles?

Não sei. Motivos para tristeza sempre existiram, o que não havia eram os MEIOS para saber que tal comportamento pessoal que vc considerava único, era só mais um reflexo de milhares e milhares de outros como vc. De certa maneira os meios de comunicão modernos nos mostraram que não estamos totalmente sós, mas sim acompanhados de centenas de solitários. A História tem um senso de humor trágico.

Eu sempre considerei a geração que vem da metade dos anos 90 até aqui como a “Geração da Ressaca”.

Mas isso não me interessa mais, não quero mais saber da apatia gratuita ou alegria alienada.

Cinismo, sarcasmo e ironia foram utilizados de forma tão descontrolada que ficaram banais.

Quero brindar ao que é real. Mesmo estando cheio de ilusões.

Quero que pelo menos por um instante, o real e o imaginário se juntem da mesma maneira que o racional e emotivo. Só que sem dominantes ou dominados.

E nessa hora, dançar no fio da navalha, na corda do trapezista, no limiar da droga mais alucinógena: a percepção!

...e que ninguém mais seja ingênuo a ponto de acreditar em algum extremismo puro. Como a tristeza ou a apatia.

Selph - 4:09 PM

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produto de aulas chatas - 19/05/2005

Conheci por meio deste cara, a técnica pra um ignorante em desenho como eu fazer tirinhas ordinárias. E embora ele nunca mais as tenha postado em seu blog (as suas, não estas), valeu pela luz dada!

Estes são os mais singelos frutos das aulas improdutivas da faculdade e do ócio caricato presente em mim e em alguns dos seres que casualmente andam comigo naquelas paragens...

O sentido da vida acadêmica

Sinceridade acima de tudo

drogas pesadas...

La Nuova Gioventu

Não reparem muito no nome tosco e nem no conteúdo fraco, afinal de contas elas são só o triste produto final de umas aulas chatas da faculdade...

Selph - 2:45 AM

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São Francisco e o lobo - 16/05/2005

~ ~ ~

ah! cão das estepes!

solitário e com fome de afeto.

vc não pode comprar sentimentos, nem cria-los a partir de suas investidas.

essas coisas não acontecem de forma planejada

e se acontecessem vc não saberia aproveita-las



ê... lobo do bosque!

vc nunca foi bom caçador.

é quase um milagre não teres morrido de fome...

no auge da carestia, apenas a esperança te alimentava

definitivamente seu destino será desaparecer


olá, ser rastejante!

sempre fuçando, sempre procurando a melhor oportunidade

furtivo, rápido e esperto!

mas sua condição trapaceira foi lograda...

...por uma dama que não pudeste cortejar.



e quanto a vc, falcão.

de que adianta ter um bom gosto e os melhores olhos?

se as suas presas são difícieis de afiar?

vc não nasceu para se contentar com pouco, seu sei.

um dia vc alcança o que quer, eu espero.


São Francisco, meu bom homem.

atraíste diversas feras ao teu convívio

fizeste isso de bom grado, eu acredito, porém

esqueceste que tudo que é selvagem e puro cobra um preço.

o qual foi pago com a sua solidão.


~ ~ ~

Foi melhor ter verbalizado um sentimento moribundo do que deixa-lo apodrecer.

Foi bom te ter em meus braços...
...pela última vez.

Foi satisfátoria a certeza da continuidade
Canso de bater na tecla da natureza transitória do mundo
"o que é ruim hj, pode ser melhor amanhã ou nada daqui há algum tempo"

Com o tempo, tudo fica ridículo
O que resta são recordações. E até isso é apagado.
Estas são minhas memórias. São modestas, mas são o que tenho de melhor.
Elas incluem vc e todos que de alguma maneira marcaram presença.

O constatar dos fatos é igual café
Pode ser maravilhoso se estiver quente e recente
Mas é amargo e desagradável se estiver frio e tardio
De qualquer maneira os dois podem ser adoçados com um sorriso

Com a troca de idéias;

Com uma lembrança boa;

Com um fim de semana agradável;

Com um filme que faça chorar;

Com uma amizade.

É isso que importa no final das contas.

E São Franscisco que me perdoe...

...mas o lobo precisa voltar as suas origens.

Selph - 10:16 AM

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tiradas (quase) anônimas - 12/05/2005

Assim como o banheiro de uma casa é a sala de leitura da família, o banheiro de uma empresa é o fórum democrático dos empregados.

Ali, e somente ali, vc pode exercer o seu direito de expressão. Sem medo de sofrer represálias dos que estão mais acima na hierarquia empresarial, ou dos colegas que vc sacaneia...

E como todos devem saber, essa liberdade de expressão fantástica é feita por meio de canetas tinteiro e pincéis atômicos. Pichação mesmo. Algumas são idiotas, chatas e sem fundamento, tipo:

“Tô com DST e usei este vaso”

“Fulano de tal dá pra Beltrano”

“Fulana é gostosa e já comi”

“Parem de pichar o banheiro!” (porra! essa é contraditória ao extremo!)

“Vc já falou com Jesus hoje?” (rapaz, o que tem de crente pichador não é mole)

“Entre quatro paredes...” (manjada!)

“Essa é mais velha que minha avó!” (em resposta a manjada, uma mais manjada ainda!)

“Só tem gay e corno aqui!”

"Senta nessa p*** " (e o desenho da dita cuja)

...e por aí vai.

Entretanto há outras que tmb são idiotas e sem fundamento,porém, divertidas. Lembro que faz muito tempo atrás, um dos operadores da linha (anônimo obviamente, e é essa a vantagem) fez uma novelinha sobre os gerentes, diretores e o Staff da produção.

Putz! Hilário! E o melhor de tudo era que se tratava de uma tira engajada. Além de falar as besteiras normais, revelava um monte de podres dos caras. Coisas como quem metia a mão, quem tinha caixa 2 ou desviava carga...

Logicamente o pessoal da limpeza apagou todas. Nunca acharam o autor, pouco depois ficamos sabendo que tudo era verdade. Como? Felizmente a “banda podre” que era personagem principal das tiras levou as contas do dia pra noite. Quer maior prova do que essa?

O tempo passou e um dia eu descubro que um dos boys da área de Finanças tmb gosta de blogs. Até tem o seu, mas não vou divulga-lo aqui por motivos óbvios. Pois bem, eis que ontem estava atendendo um chamado no Financeiro, quando vejo a figura vislumbrando o antigo In Loko Again

Felizmente não era o último post (que tem um link pra cá), mas sim um que faz parte dos primórdios daquele blog.

E não é que hj chega em minha caixa postal um plágio sobre estas figurinhas que estavam postadas por lá?


link nas figuras para descrição









Elas faziam parte de uma brincadeira que eu fiz no I Eu, sacaneando alguns tipos característicos do meu trabalho e faculdade.

O boy só fez aplicar a técnica milenar do CTRL + C / CTRL + V e mandou pelo correio para os amiguinhos “de menor” da empresa. Só tem um probleminha...

Ele deu nome aos bois! Ao lado de cara figura ele colocou o nome de algum funcionário que correspondesse ao que estava escrito. Se fosse só isso tudo bem, mas...

O maldgito, sem noção, quadrúpede e mal parido, não sabe que no Outlook Express é preciso ter cuidado ao “mandar com cópia para todos os contatos”

Sim senhores! O putinho mandou para toda a fábrica. Inclusive para os citados

“Sem querer...” - foi o que o imbecil disse.

Ainda não vi estourar nada. Parece que a donzela só levou uma comidinha no rabo, mas o ruim de tudo isso é se alguém resolver investigar a origem e descobrir este espaço.

Não estou com medo, afinal de contas, no post original eu não citei ninguém. Mas é ruim se alguém com um pouco mais de tutano resolver ir na página raiz e encontrar o link pra cá. Seria fácil demais deduzir quem sou aqui dentro...

Quer saber?

Me senti até como aquele artista anônimo das tiras de outros tempos...

Só que em vez do banheiro, desta vez foram os computadores.

É, de certa maneira até que o feito do boy teve o seu valor. Porém, espero sinceramente não ficar .

Selph - 9:57 AM

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no futuro... - 10/05/2005

... vc vai mostrar o conteúdo do seu blog pros filhos?

Já pensou?

"Olha filho, o papai (ou mamãe) tmb era cheio de dúvidas, sacana, pretensioso, desequilibrado, inteligente, sincero, óbvio e ansioso como vc"

Isto é, se vc já os têm ou pretende ter

Isto é, se o blog ainda existir até lá

Isto é, se vc tiver salvo os arquivos

Isto é, se ele já não tiver um (blog)

Isto é, se vc dá importância ao seu espaço

Isto é...

Isto é...

Isto é...

As variáveis são muitas.

Mas não custa responder.

Isto é, se vc quiser...

Selph - 1:23 PM

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miúsic for love! - 09/05/2005

Existem coisas que me deixam refletindo nos momentos mais impróprios. Por exemplo, música...

Eu gosto de música. Como algumas pessoas fazem, curto um certo tipo e abomino outro. Considero a música como uma extensão para os sentidos, lógico que tem aquelas que são minhas preferidas e que posso ouvir em qualquer momento ou situação, porém, existem outras que são bem vindas apenas nos momentos certos

E a recíproca é verdadeira, existem outras que não deviam tocar nem por decreto em certos momentos.

Como na vez em que fui a um motel do centro.

Sabe né? Pouca grana, falta de local, seca... Esses fatores levam um indivíduo a apelar pra soluções pouco ortodoxas. E olha que existem motéis bons no centro da cidade, com preço acessível e tudo. Porém, na ânsia de satisfazer-se o mais rápido possível, vc entra no primeiro pardieiro que encontra disponível.

O meu caso não foi tão hardcore assim. Tá certo que a companhia não era lá essas coisas. Não falo de beleza em si, mas de outros atributos que considero fundamentais na cama. Coisas como criatividade, espontaneidade e malícia...

Entretanto lá estava eu. Faminto (sic), duro (no sentido de grana) e com alguém disposto a se divertir do meu lado. Fazer o que né?

Chegando no local...

- “Espera só um pouquinho que eu vou tomar um banho, ok?”
- “Ok.” (pelo menos ela tem hábitos prudentes)

Vislumbro a habitação.

Nada demais. Cama redonda, frigobar, banheiro com chuveiro elétrico, ar condicionado, TV e som com os controles na cama. Quarto típico de motel, um pouco surrado, mas dá pro gasto.

Aí pra passar o tempo ligo a TV. Hunpf! Acho que se ficar vendo Linha Direta ou SBT vou acabar brochando, tmb não é o caso de colocar no canal pornô (que cá entre nós, não tem o menor sentido em ser assistido num motel)

Desligo a TV e ligo o som. Era um radinho simpático, uma caixa de som parecida com aquelas de PC e ficava embutida na cabeceira da cama. Girando o dial, percebi que ele não funcionava.

“Deve estar quebrado”, pensei.

O canal de som que estava sintonizado era sofrível. Melhor desligar isso!

“Não desliga! Droga...”

Tento abaixar o volume. Em vão.

“Mas que merda! Que aparelhagem fuleira!”

Ela sai do banho.

- “Abaixa esse som!”
- “Não dá, essa porra tá quebrada!”
- “Então deixa aí. Vem...”

Nessa de dizer “vem” ela deixa a toalha cair. E... putz! Dios Mio!

Um pensamento: “Eu odeio a indústria da moda por fazer roupas que enganam tão bem trouxas como eu!!!”

- “Que foi amor?”
- “Er... nada. Peraí, vou tomar um banho tmb”
- “Não demora viu?”

No chuveiro, embaixo da água fria, olho pro meu parceiro. Nada. A comunicação entre nós dois está cortada! Estava prestes a apelar pra uma surra de pau mole. Triste isso...

Trilha sonora do momento 1:


Ninguém te pertenceu
Ninguém te ama como eu
Não deixe o sonho terminar
Meu coração é teu lugar
Meu corpo é todo seu
o teu calor me aqueceu
não deixe a chama se apagar
Meu coração é teu lugar


ARGH!!!

Saio do chuveiro ainda mais abatido e cabisbaixo (sic). Ele me olha

- “Já amor?”
- “Quase...Espera um pouco”

Eu rezava pra aquele maldito canal de som sair do ar. Ou então pra tocar alguma coisa mais inspirada. Se continuasse daquele jeito nem com levitação, mantra ou Viagra ia ter jeito!

- “Já sei. Vou fazer uma coisa pra te animar”
- “ÃNN?”

Não! Não, por favor Odin! Não, não me diga que ela vai...

...DANÇAR!

Trilha sonora do momento 2:


Nesse corpo meigo e tão pequeno
Há uma espécie de veneno
Bem gostoso de provar
Como pode haver tanto desejo
Nos seus olhos, nos seus beijos
No seu jeito de abraçar


Ela dançou. E o resto da meu parco tesão tmb...

Sério. Ver aquela mulher nua dançando de um jeito grotesco, estando deitado e ela em pé em cima da cama, me fez rever os meus conceitos sobre fé, submissão e esperança...

- “Nada ainda?”
- “Acho melhor dar um tempo. Que tal...”
- “Vc não tá afim?”
- “Sabe o que é, eu acho que...”
- “Vc é gay?”
- “Como???”
- “É! Vc é gay por acaso?”

Trilha sonora do momento 3:


Quando eu digo que deixei de te amar
É porque eu te amo
Quando eu digo que não quero mais você
É porque eu te quero


- “Eu não sou gay, porra!”
- “Ah é? Então é broxa!”
- “Pois eu não conheço ser que não broxe ouvindo tanta merda que sai desse som!”
- “Isso é desculpa de incapacitado!”

Cara, na hora deu vontade de jogar um monte de coisa na cara dela. Mas fiquei calado...

- “É... talvez seja isso mesmo.”
- “O que?”
- “Talvez eu seja um incapacitado pra ter um mulherão como vc”
- “É isso aí!”

Ela nem percebeu a ironia. Ainda bem...

Trilha sonora final:

De tanto viver pela vida sem freio...
Me esqueci que a vida, se vive um momentoooo
De tanto cantar minhas canções aos ventooo
Me esqueci de contar
Com os detalhes pequenooos...
Me esqueci de viver, êr,êr!
Me esqueci de viveer, êêêêêr!


- “É... esqueci de um detalhe pequeno...”
- “O que?”
- “Nada não. Vambora!”

Foi realmente uma pena não ficar e desfrutar do resto das músicas maravilhosas!

Olha, eu não tenho nada contra esse tipo de motéis. A broxada culpa foi minha mesmo, e talvez acontecesse da mesma maneira se eu tivesse ido num desses estabelecimentos chiques e caros nos quais o canal de música toca coisas como “Jet´aime” ou neo-tecno-progressivos à mil...

Conselho: Quando vc for num desse lugares leve seus próprios CDs (se tiver aparelho no quarto) ou então EM HIPOTESE ALGUMA LIGUE O CANAL DE SOM.

A não ser que vc seja surdo (a)...

Set list da noite fatídica:

1 - Raça Negra“Me Leva Junto Com Você” (nessa meu tesão começou a ir embora)

2 - Reginaldo Rossi“Mon Amour, Meu Bem, Ma Femme” (a dancinha grotesca)

4 - Chitãozinho e Xororó“Evidências” (evidenciou o óbvio!)

5 - Julio Iglesias“Me esqueci de viver” (e eu me esqueci de f... ah deixa pra lá!)

Selph - 12:25 PM

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mama - 06/05/2005

Eu sei da sua dor...

Sei das suas preocupações

Sei que às vezes eu pareço um alienado...

...desleixado e cínico

Sou sim, sou tudo isso e mais outras características que você pode definir

Mas só você. Só a sua opinião importa.

Não sei em que circunstâncias você poderia definir essas minhas "características" como qualidades ou defeitos.

O veredicto final é seu.

E apesar de eu alardear por aí que não conheço o Amor

A minha afirmativa se torna falsa quando me refiro a família. Especialmente a você.

Nunca disse isso pessoalmente. Tinha vergonha, ficava sem jeito, achava piegas

Putz! E quantas vezes eu fiquei com vontade de falar...

Seja nas horas tristes, alegres e até apáticas.

Pois então eu não quero esperar mais. Te amo!

Muito... [Não repare estou ficando vermelho agora :)]

É o efeito da vergonha, timidez, falta de jeito e todas essas coisinhas pequenas que você sabe que o seu "pululeco" têm.

Olha mãe, eu não sei se vou ter coragem de te entregar isto.

Creio que vou posta-lo no blog. É mãe, no blog. O quê? Não sabe o que é um blog? Ah! Blog é uma espécie de página pessoal. Eu a uso pra escrever minhas leseiras e conhecer gente. E quer saber? Conheci muita gente legal por aqui...

Até vc já conheceu uma delas. Na verdade duas...

Bem...

Queria te dizer mais uma coisa. Er... sabia que escrever é muito mais fácil que falar? Hehehe, acho que sim, pois então, eu sinto que é bem melhor verbalizar as coisas por aqui do que pessoalmente.

Então...

Tipo:

Eu te admiro muito. Mas não só por você ter me agüentado durante 9 meses ou ter me limpado, alimentado e criado até hoje. Isso, se me permite dizer, é um instinto que toda mulher tem. Tá certo que algumas mais do que outras (o seu caso por exemplo), mas de qualquer maneira é um lance que é desencadeado pelos hormônios e tal (não sei direito, gazetei todas as aulas de Biologia, hohoho!)

Mas sim. Eu te admiro muito. MESMO.

Admiro a pessoa, a mulher, a amiga.

Admiro aquela menina linda, branquinha e de cabelos castanho claro que é super inteligente. Que tem um caráter forte, mas que não faz questão de mostra-lo a toda hora. Que é capaz das maiores renúncias no que diz respeito a sua integridade, sua dignidade e outras qualidades tão presentes em você.

Tudo isso pra manter a harmonia na família, mesmo que capenga, mas harmonia.

Admiro tudo isso. Admiro só não, AMO (olha só, já estou ficando mais a vontade pra dizer isso)

Porém, apesar de tudo isso. Apesar de ter citado as suas qualidades perante a familia.Te enxergo como um ser individual. E é daí que provém todo o meu respeito, admiração e amor.

Pois todas essas virtudes já nasceram com você e isso já é mais do que motivo pra eu sentir orgulho...

...até o fim da minha vida, que não sei se vai ser curta ou longa...

...até o fim dos tempos. Pra você e pra mim.

Do seu filho mimado, paranóico e sincero.



Seby


Buenos Aires, 1982

Selph - 9:09 AM

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espuma - 03/05/2005

Era uma noite quente e úmida como quase todas as noites tropicais

Ele esperava o relógio atingir o topo e anunciar um novo dia. Estava calmo, seus companheiros de viagem dormitavam nos bancos ao lado. O local em que se encontravam estava dominado pelo som alto e pelo ar de fim de festa: cigarros, álcool e mulheres ansiosas...

Finalmente: as doze horas se fizeram! O navio estava pronto pra zarpar!

A madrugada, por mais que alguns neguem, tem sempre os seus mistérios. Ele estava sem sono e resolveu dar um passeio pela imensa proa do navio. Achava interessante ver os turistas se esforçando para se comunicar entre si e conseguindo! Não por meio da fala, mas sim pela linguagem corporal.

“Tantas línguas” – pensou. “Tantas línguas, quando na verdade a comunicação é uma coisa mais instintiva do que racional”

O mito de Babel lhe veio a mente, porém, ele o deixou passar. Não estava a fim de devaneios naquela madrugada.

A espuma que o navio deixava parecia uma trilha fantasma.

Estendia-se a perder de vista, às vezes negra como céu e outras vezes prateada como a luz da lua.

Sentiu-se só. Mas não só de uma maneira sinistra. Desta vez a solidão lhe mostrava uma faceta nova. Tranqüilidade. Sensação de plenitude. Durou só um instante, mas bastou para deixa-lo leve...

O vento soprava sereno.

De repente ele percebe uma variação em suas ondas. O vento parecia chegar com resistência. Era uma sensação quase imperceptível, mas a sua pele sentiu um certo bloqueio na passagem de ar.

“Uma pessoa” – pensa

Olha em volta. Os turistas haviam sumido.

“Já deve ser tarde”– disse pra si mesmo

Foi quando a viu.

Vestia uma blusa branca. Camiseta normal e jeans. Tinha os cabelos lisos e ondulados. Eram negros, o que contrastava bem com a palidez da sua pele.

Bonita. Um tipo de beleza que lhe agradava.

Ela o olha. Parecia estar ali a muito tempo...

Ele lembrou.

“Ela estava ali o tempo todo! Não a tinha visto por causa dos turistas que formavam grupos compactos. Mas quem será ela?”

Não tinha coragem para tanto. O máximo que poderia fazer era ficar se perguntando quem ela era, sem coragem pra ir aborda-la. Timidez...

A distancia não era grande, mas impunha respeito. Ela olhava o mar.

E ele voltou a contemplar a trilha fantasma.

“Olá”

...

*suspiro* (ela fala com ele!)

“Todo bien?”

“Si. La noche está bonita no te parece?”

“Bastante”

“Te vi de lejos. Estabas triste?”

“No. Solo un poquito melancólica”

“Ah! Desculpame, ni me apresenté...”

“Todo bien. Me llamo Cláudia”

“Encantado. Yo soy Carlos”

Eles conversaram muito. Ela lhe contou o motivo de sua melancolia. Estranhamente batia com o sentimento que ele começaria a sentir dali a alguns anos. Mas ele só lembraria disso bem mais tarde...

Ela era argentina e ele brasileiro. Duas nações tão distintas e ao mesmo tempo tão parecidas.

O tempo passava. “É incrível como ele voa quando vc está interessado em algo...”

“...ou em alguém” – ele pensou

O dia surge no horizonte. Nem parece que conversaram tanto...

Quando os primeiros raios da aurora surgiram ela já tinha voltado ao seu camarote. Ele ficou sentado nas poltronas da classe econômica mesmo. Ficou pensando na teoria dos universos paralelos, naquele lance maluco dos milhares de universos que existem para suprir as milhares possibilidades.

Em algum deles, ele não estaria ali naquele instante. E outro, talvez estivesse no camarote junto com ela. Mas neste ele esperava o dia amanhecer.

Lembrando da promessa que tinha feito a ela, após ter acariciado seu rosto.

“Te deseo...”

“Yo también, pero creo que esto no passa de hoy”

“El ‘hoy’ solo termina mañana...”

“Justo! Por esta razón te quiero pedir una cosa”

“Decimé entonces”

“Quiero que te acuerdes de mi, o mejor: de nosostros dos. Quiero te acuerdes de todo lo que conversamos en esta madrugada. Quiero que te acuerdes de mis manos, mis ojos y mis besos. Yo me acordaré de ti por estas cosas, pero me gustaria que contigo también fuese así.”

“Será. Te lo prometo”

“Entoncés tchau”

“Mas ya?”

“Cuando el dia viene, la noche se vá sin decir nada. Cada uno tubo su tiempo y supo aprovechar-lo da la mejor manera. Yo sé que vós lo aprovechaste muy byen. Sinceramente, yo también. Y estoy feliz por eso. Adiós”

“...”


Já é dia.

“Quando o dia vem, a noite vai sem dizer nada. Cada um deles teve o seu tempo e soube aproveita-lo da melhor maneira. Eu sei que vc o aproveitou muito bem. Sinceramente... eu tmb. E estou feliz por isso...”

Nunca mais se viram

Até hj ele lembra daquela madrugada

Até hj ele se pergunta se ela realmente existiu

Até hj ele pensa te-la visto na rua, em shoppings ou cinemas lotados.

E até hj (como havia prometido) ele se lembra dela. Ou melhor, deles dois... juntos.



Naquela fria madrugada no mar. Naquela espuma de sonhos e névoa...

Selph - 10:36 AM

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"muro das maravilhas" * - 02/05/2005

Não sei se o Gallagher dominante estava entupido de cocaína no dia em que fez essa letra, mas a medida que o tempo passa, acredito mais no conceito expresso numa estrofe da canção.

"Porque talvez / Você vai ser aquela que me salve..."


Apesar de não concordar com a idéia do "sem vc eu não sou nada" e muito menos com o lance do "vc é a metade que faltava pra me completar", eu enxergo o termo "salvar" de uma maneira muito menos desesperadora do que a canção aparenta passar...

Creio que a solidão é um estado involuntário, um lapso no qual nos encontramos com os sentimentos que antes eram mascarados pela saudável ignorância ou pela companhia do outro. Nela, nos enxergamos como seres diferentes.

Ela não é má, apenas mostra facetas que vc não conhecia. Coisas como instinto de sobrevivência e aptidões intelectuais. O ruim é quando vc não sabe como conviver com ela e tenta se acostumar com as suas regalias. Tem quem fique paranoíco nessa...

...e tem quem fique a espera de salvação. Convivendo com o seus pensamentos, ilusões e demônios. Ou seja, consigo mesmo.

E é justamente esse o sentido que enxergo na estrofe, o sentido de esperar alguém salvá-lo da solidão e consequentemente de si mesmo.

Porém, tudo tem 2 lados. E sempre vale a máxima: "Vc tem que querer ser salvo"

e fim.

*tradução tosca, não sei inglês.

Selph - 10:48 AM

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