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joão de barro - 28/02/2005



é... e o joão de barro finalmente se arrisca a olhar pra fora da casinha após 24 primaveras.

O acaso às vezes é curioso. O quanto de maturidade quiseram me inserir nestes poucos anos de vida... e não conseguiram

C´est la vie, um dia eu aprendo a envelhecer por decreto.

Um dia, não hj.

Selph - 9:34 AM

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365 dias - 25/02/2005



Eis que justamente hj foi o dia em que este espaço surgiu pela primeira vez...

...e com esta cara:



Um anjo estirpado em preto e branco. Coisa mais nada a ver comigo!

Felizmente os tempos e os templates mudam assim como os servidores (Weblogger nunca mais!) e cá estou. Nem acredito que durei um ano. Nem sabia que a desculpa pra "Destilar idéias" iria se mostrar tão duradoura. E tão adepta a verborragia.

Tive uma prova disso nessa semana, quando uma amiga me fez o favor de imprimir os Arquivos e me entregar. Obrigado Bebel!

...e obrigado a todos que passam e passaram por aqui.

Selph - 3:45 PM

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As bandas podres - 23/02/2005

Destesto misturebas na música.

Tá legal, tá legal. Sei que algumas "dão certo" e tal, mas não aguento mais essa mania que alguns seres que se dizem músicos misturarem um monte de estilos pra soarem com modernos ou "diferentes"

Que merda! Essas porcarias surgem em qualquer lugar, mas ultimamente o seu QG tem sido o Nordeste. É um tal de misturar os ritmos regionais com rock, com erudito, com blues, com o que der na telha.

As misturas ficam sem pé nem cabeça. Fica chato, insosso e pretensioso

Eu não sou um purista musical, mas putz! É preciso bom senso nessas horas...

Até o rock que é um ritmo consagrado figura como um caldeirão de misturas e de influências.

Mas o que alguns esquecem é que pra essas misturas darem certo elas tiveram que evoluir para uma sonoridade única e não uma simples junção de dois estilos diferentes.

Por exemplo: a junção do rock com a música negra regional da Jamaica deu no Reggae.

O Reggae tem sonoridade única. Vc não escuta reggae e confunde com uma banda de rock ou de musica regional jamaicana. É reggae

Assim como o rock que surgiu da mistura entre o blues, o country de raiz e as batidas africanas...

Creio que os integrantes dessas bandas mingau, gostam de misturar estilos por causa da região onde moram. Tipo: como se fosse uma obrigação cultural dar valor ao que é da terra. Opinião louvável para o espirito, mas muitas vezes dolorosa para os ouvidos

E o que é pior: toda essa boa vontade para com a cultura regional já virou modismo.

E vcs sabem que modismos são plásticos...

Mas eles insistem. Vão nessa viagem...

Misturando tudo e todos, chegando ao ápice da "originalidade" que consiste em um som sem pé nem cabeça, que atira pra tudo quanto é lado e que nada mais é do que um refugo de todos os estilos misturados.

E analisando tecnicamente é a maneira da qual se forma a materia fecal. Do refugo...

Mas quems e importa? Vou vestir meu cocar de índio junto com as sandalias da humildade e a velha jaqueta de couro pra cantar: "We are the world" com sotaque anglo-nordestino.

Pq isso é original...

Selph - 11:49 AM

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quanto vale o x? - 22/02/2005

Pensativo

Toda essa minha ânsia por conhecer gente nova, fazer amizades e tentar manter vínculos mais fortes com o mundo exterior se torna bem relevante algumas vezes, mas...

Eu não posso ignorar o que sou.

Eu sou um , porém estou bem longe de ser um solitário

Distante

Não é se sentir sozinho estando rodeado de gente. É apenas sentir que vc não faz parte de nada do que acontece no espaço ao seu redor. Consequentemente isso te deixa isolado, mas não sozinho. As pessoas continuam ali. Sempre.

Existindo, interagindo, colidindo...

...sensíveis, emocionais e palpáveis.

Mutável

É bom saber que num universo paralelo tudo isso é diferente. Em uma colisão entre esta existência e alguma outra (entre milhares), talvez eu ache o valor do x que determina a variação do tempo no qual eu mudo as minhas idéias e com sorte, o meu caráter.

Enquanto isso, é só ir destrinchando uma álgebra que é notoriamente fácil, mas demasiadamente densa

Selph - 7:00 AM

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Indie x Índio - 18/02/2005

Indies tem uma cultura alternativa
Como os índios

Indies fazem músicas com acordes estranhos
Como os índios

Indies se organizam em tribos
Como os índios

Indies cortam o cabelo como se fosse uma cuia (franja à la Beatles)
Como os índios

Verdadeiros indies não se vendem ao capitalismo
Como os índios

Indies fazem uso de substancias alucinógenas
Como os índios

Indies dão festas cheias de cor e bebidas loucas
Como os índios

Indies são extremistas
Como os índios

Indies se vestem de maneira “diferente”
Como os índios

Indies tem nomes estranhos
Como os índios

Indies falam em dialetos
Como os índios

Indies vestem roupas consideradas “retrô” ou usadas mesmo
Como os índios

Indies usam ALL STAR velho e fedido
Como os índios (embora estes prefiram KICHUTE)

Indies usam mochila quando vão a cidade
Como os índios

Indies penduram objetos no nariz, boca e entranhas
Como os índios

Indies tem frescuras do tipo:
“se vc não usar tal roupa ou tiver tal comportamento, não pertence a minha tribo”

Como os índios

Indies reclamam das poucas oportunidades (e opções) no mercado musical

Índios reclamam das poucas oportunidades (e opções) no mercado cultural

Indies adoram a maravilha que é “Trainspotting”

Índios adoram a maravilha que é o transporte

A Meca dos indies é Londres
A Meca dos índios é looonge...

Indie é o novo pop
Índio é o velho pop (de população mesmo!)

Indies tem Björk
Índios tem Jaci

Enfim...

Índios são estrangeiros provenientes do passado

Indies são estrangeiros provenientes do futuro (será?)

Selph - 10:46 AM

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eita - 17/02/2005

*sem ter o que fazer de madrugada*
*sem sono tmb*



+++

Eita!

Que seres estranhos nós (eu) somos (sou)

Entramos (entrei) na Net esperando achar pessoas diferentes...

...e achamos (achei)!

Pra logo após uma pesquisada rápida, ver que são (somos) todos (alguns) iguais em vários aspectos...

...e diferentes em detalhes que são comuns à maioria.

Uma mistura de elementos individualistas que agem de maneira homogênea


Retire uma partícula da mistura e veja como ela mantém as mesmas características do todo, embora em cada uma encontrem-se traços que as diferenciam entre si.



+++


*Sim... as contradições entre parênteses, o uso excessivo de reticências e a constante constatação do óbvio ("constante constatação"...hunf!) são de propósito...*

*...como sempre.*

Selph - 2:53 AM

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S.O.S - 15/02/2005

@@@



...e então em meio a fúria de pensamentos ele se abrigou no topo do prédio mais alto da Matrix.

Com temor ele se lembra:

"Tudo começou de uma maneira inocente. Minha caixa postal ainda guardava um hálito puro e virgem. Até que eles chegaram...

Vieram disfarçados de propostas de emprego, sorrisos amigáveis e perguntas a respeito da minha saúde. Gostei do tom de algumas mensagens, mas como sei desta praga que está nos assolando, resolvi não abri-los. Achei que agindo desta forma estaria livre deles. Utilizei as mais variadas defesas e até cheguei a acreditar que estaria livre deles de uma vez por todas

Ledo engano...

Um dia recebo um postal de viagem de uma amiga que não via há tempos! Nossa! quantas saudades! O título dizia: "Férias no Paraíso", UaU! Eu nem sabia que ela tinha viajado, mas tmb depois de tanto tempo né?

Abri a mensagem. E nem reparei nas malditas letras FW que vinham ao lado do título.

Mais tarde eu aprenderia a duras penas que esta inscrição deveria significar: ‘FUJA! WARNING!’ numa melhor interação entre as duas línguas para afastar o mal que essas mensagens trazem.

Ainda me disseram que isso era involuntário, que um verdadeiro amigo nunca mandaria tal presente de grego, que eles talvez tivessem sido vitimas tmb. Mas a realidade era sinistra

Uma facada nas costas! Traído por aqueles a quem considerava amigos. No auge do meu desespero ainda tentei bloquear o meu contato com tal pessoa, porém era tarde demais!

Eis que como num passe de mágica me vi invadido diariamente por dezenas, centenas de pessoas que não conheço. Eram uns e-mails malditos! Nomes em diminutivo, underlines junto com ‘bebezinhas, plinxexinhas, anjinhas’ e outros menos badalados...

Tais denominações pareciam nomes de demônios antigos. E o eram na verdade! Demônios! Saiam daqui!!! Parem de me invadir com as suas mensagens ‘fofix’, correntes estúpidas e de filosofia baratas! SAIAM!!!”

....

...ainda lembro do dia em que recebi amostras de sites pornô, enlargament you penis, lolitas Gang Bang, ninfetas Hardcore e negões suados com siglas GLS. É o fim...


Tomado pelo terror este abnegado ser se atira do prédio mais alto da Matrix.

Voou como a Osiris, como a Mjolnir, como a Nabucodonossor...

Até se espatifar no solo virtual

Das partículas de bits e bytes que vieram a tona....

Dos 00´s e 11´s binários espalhados e que segundos antes faziam parte do seu corpo...

...se formou uma sintaxe, que resultou na seguinte frase:



ABAIXO O SPAM!!!


@@@


Acho que eu deveria mandar esse post pros malas amigos que ainda me mandam essas tranqueiras...

Selph - 1:29 PM

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aqui neva* - 14/02/2005

"Eu preciso de vc"


Pra ficar conversando sobre as coisas mais estranhas
Pra ficar discutindo sobre os livros que lemos
Pra poder recitar toscamente os poemas que conheço
E depois rir...

Eu preciso.

Pra deixar este meu lado descansar um pouco
Só um pouco
Pra sentir o que tantos sentem
Só um pouco

Eu preciso...

Pra aprender a dar carinho
...tentativa e erro, tentativa e erro
Só a busca já vale a pena
Só a pena já é uma busca.

...eu preciso.

Pra esquecer do passado
Sem pretensões absurdas e nem defesas veladas
Se te serviu de alguma coisa, então deixa a voz da experiência aparecer
Do contrário: cale-se, não por mal, mas pra dar chance ao novo.

Eu? Preciso?

Lembra de quando nos conhecemos?
Lembra do primeiro contato?
Da vez que fiquei sem argumentos?
Lembra?

Não. Não foram as suas palavras
Tampouco o meu respeito por vc
Foram os seus olhos
Pois é... vc me cativou.

Eu... preciso!

Não lembra? Ah tá...
É claro!
Eu ainda não te conheço.
Nunca te vi.

...

Coisas simples
Que se tornam complexas
Sentimento frio...
...mas aconchegante.

...

Ele dói de vez em quando sabe?
Acho que isso normal em seres que estão nessa condição.
Mandaram–me olhar em volta
Perto de mim, do meu lado e tal

...

Olhei.
Posso te contar um segredo?
Ainda não te vi por aqui.
Acho que ainda não estou pronto pra te enxergar

...

Mas vou estar
Só não sei quando
Não é esperança fajuta não
É apenas lógica

~ ~ ~

Ainda assim eu quero saber...
E apesar de não haver ninguém
Não custa nada responder:
.
.
.

Vc vem?




* inspirado em I.S, uma amiga tardia

Selph - 11:10 AM

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figurinhas (R) - 10/02/2005

Todo mundo conhece alguém de quem vai lembrar pro resto da vida. Figuras carimbadas e batidas do nosso cotidiano, mas que de certa maneira nos chamaram a atenção com características simples da sua personalidade.

Comigo, tais figuras ficaram na lembrança mais pelo seu jeito jocoso do que por outras qualidades. Afinal de contas, os toscos são mesmo memoráveis e eu faço parte desse seleto grupinho.



***


*Jarbas (vulgo “Dom Diego Maradona”, “7 horas” ou “El Matador”)

Figura lendária do conjunto em que moro. Ninguém sabe ao certo a sua idade. Uns dizem que é 30 e uns quebrados. Ele afirma que são 33, mas na verdade todos sabem que o cara está pra lá da metade dos 40. Paraense nato.

O apelido Maradona foi por causa da sua habilidade na pelada.

“7 horas” é pq com qualquer pessoa que ele marca algum encontro era invariavelmente nesse horário.

E o cara era literalmente “matador”, pois não deixava passar NENHUMA mina em branco. Dava em cima de todas, e das maneiras mais pitorescas possíveis.:

“Oi. Posso lhe acompanhar até o fim da rua?”

“Como vc se sente pela morte do Airton Senna?”
(na época o piloto em questão tinha morrido a uns 10 meses atrás)

“Vc é Flamengo ou Vasco?”
(se for em época de Boi*: “Vc é Garantido ou Caprichoso?”)

“Tá quente, né?” (de noite)

“Como foi o seu Natal?”
(em meados de abril)

...e por aí vai. Existem várias estórias sobre ele.

Porém o mais engraçado, eram os seus tiques e manias, tipo: não tomar sol em hipótese alguma, andar pra cima e pra baixo com uma Super Interessante de 1992 (pra puxar papo sobre as “inovações tecnológicas” da nossa época), usar óculos escuros de noite e em dias nublados, usar jaquetas de couro sem camisa, “sair do ar” no meio de uma conversa, usar celular de brinquedo que imita aqueles que tiram foto, andar com chave de carro (embora ele não tenha nem bicicleta), caneta e bloquinho de anotações (pra pegar cel. das “gatas”), coçar o saco, esfregar os olhos e cuspir ao mesmo tempo, enfim essas coisinhas meigas...

Grande camarada! Adoro ele.

*Jr (vulgo Juninho binho, bagaceiro, “Junior da Bahia” ou “Edgala”)

“EDGAR é o nome dele!!!!”

Esse era daqueles que gostavam de narrar a si próprios quando faziam estripulias em campo. Também tinha uma admiração incontrolável por belezas “exóticas”

Contei uma passagem que tive com ele aqui. Sob o pseudônimo de “bagaceiro”. Morava na rua de casa junto com um primo mais velho e a avó setuagenária.

O cara trabalhou com meu pai durante um tempo. Típico malandro, mentia com uma facilidade incrível, coisa que acabou lhe rendendo três bilhetes azuis e algumas juras de morte.

Saiu daqui deixando uma dívida de R$ 700 pilas com um “melhor amigo” nosso. Apesar do retrospecto negativo, o cara era bastante sociável. Lembro que certa vez ele me chamou pra ir vê-lo cantar numa cidade do interior (banda “Explosão do Forró”)

Como na época eu tava encarnado no meu espírito de mochileiro acabei indo.

“Mas chegando lá, como vou saber onde vc mora?” – perguntei
“Não se preocupe! Na cidade todos conhecem o Jr. da Bahia!” – ele respondeu

Chegando lá no tal interior, vi que a afirmação não tinha nada de verdadeira.

Fora que começou a chover e ninguém sabia onde era a porra da casa do cara. Nem tinham ouvido falar dele. “Sorte” que eu sabia o nome da bodega onde eles iam se apresentar.

Resultado? Peguei gripe e acabei assistindo ao “show” com mais meleca na garganta do que outra coisa.

Mas foi legal vê-lo cantar igual a um misto de Xororó com Lairton do teclados, com direito a calça de couro preta e cabelo tingido de prata pra uma platéia enorme de 13 pessoas.

Dizem as lendas que ele atualmente reside em algum trecho entre Manaus e Iranduba. Mas é melhor que as coisas fiquem no anonimato pra evitar algum “melhor amigo” que porventura queira cobrar a famigerada dívida de 700 paus.

*Fábio (vulgo Shakma)

Escola Técnica – 2º Grau, 1996

Olha, eu não tenho nada contra evangélicos ou qualquer outro tipo de religião.

Só não suporto os crentes malas! Esse era o caso deste cidadão que atendia pela alcunha de Shakma – a fera assassina (vide o filme que passava no Cine Trash do Zé do Caixão, lembram?), pois é o rapaz tinha cara de babuíno.

Mas isso não é defeito, eu tenho cara de burro e sou muito feliz. O que incomodava mesmo era a sua aversão a tudo que era “do mundo”. Por exemplo: fotinhos inocentes de meninas desnudas ou papos mais “calientes” que beiravam a pornografia, sabe né? Típica conversa de moleque de 15 anos...

E como nessa idade os moleques só falam de sacanagem, imaginem como sacaneavam o rapaz por causa disso. Bem, na verdade começaram a sacanea-lo depois dele ter se metido a dar sermão pra gente. Pra que? Caíram em cima do infeliz até o ultimo ano.

Uma vez um dos alunos mais afoitos, achando que o cara era biba começou a molestá-lo. Brincadeira de mau gosto, eu sei. Mas em vez do “menino virgem” (virtude que exaltava aos 4 cantos) se defender como homem, preferiu ir chamar o coordenador das salas para punir o “tarado”.

AHAHA! A cena foi hilária! O coordenador chegando na sala de aula e perguntando em altos brados:

“QUEM É QUE QUER COMER O MENINO AQUI ???”

Putz...

Depois surgiram diversas teorias sobre como ele deveria ter chegado na coordenação e relatado o fato, tipo: “Fulano! Tem um cara querendo me comer na sala!”

Putz...

E da vez em que ele pediu um caderno emprestado? E qual foi a sua surpresa ao ver que na contracapa do caderno havia fotos de Sex Novel? E olha que isso não foi armado, o dono do caderno era chegado a essas novelinhas.

Putz...

*Haroldo (vulgo cimento, índio ou “wiínho”)

Tratava-se de um puta cabocão**, primo do Jr.

Devia ter entre os seus 24 ou 26 anos. Gostava de jogar bola com a gurizada (a gente). Ainda mais pelo fato de poder trucidar quem se metesse a besta com ele. Era um João ninguém na verdade. Valentão e fanho!

Daí o seu apelido: “wiínho”. Esse apelido surgiu de maneira cômica.

Contam que uma vez batendo uma pelada em um campo alheio ele se desentendeu com um outro gigante. Só que o nosso renomado fanho era um molenga que só batia em moleque (a gente!) e quando se deparava com algum ser a sua altura, tremia igual vara verde.

O outro maceta*** lá não fez por menos: Aplicou uma surra hercúlea no índio e quando este estava quase desmaiado no chão ele disse o seguinte:

“seu caboco nojento! Pra eu não te massacrar de vez agora vc vai dizer que eu sou bonitinho!”

Porra! Com a boca toda estourada e sendo fanho, vcs imaginam o que o Haroldo falou:

“Tã bom gara! Tu é wiínho, tu é wiínho!”

Em outra briga, ele saiu correndo pra casa e trouxe uma peixeira toda enferrujada pra tentar acertar o cara. O bagaceiro (Jr.) que estava na torcida gritou:

“Pô Haroldo! Larga a faca da vovó! É a única que a gente tem em casa!”

Após tantas brigas. O nosso wiínho resolveu se comportar e entrar pra PM. Agora ele pode descer o sarrafo em qualquer um com apoio da Lei.

Ah! Ele casou tmb...

Contam que ele brigou umas 30 vezes lá pelo conjunto e adjacências. Apanhou em 29 e uma ele empatou com a mulher...



***


Já está bom por aqui... Outro dia eu falo dos outros.



* Boi – festa folclórica originaria de Parintins
** Cabocão ou caboco – forma popular de dizer caboclo. Elemento resultante da mistura do índio com o branco. O aumentativo representa um cara grande ou muito forte.
*** Maceta –Quer dizer “grande”, “enorme”, “gigante”

Selph - 2:54 PM

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questão - 04/02/2005



Vamos dizer que vc é uma pessoa legal, bacana e simpática. Que como todo e qualquer mortal sente necessidade de companhia.

A sua vida é boa, apesar de alguns percalços com relação a dinheiro e outras cositas básicas vc tem um padrão de vida satisfatório, só faltaria uma coisa: alguém com quem vc possa compartilhar suas idéias e dividir o calor de suas noites.

Ironicamente em um mundo com 6 bilhões de pessoas é particularmente difícil encontrar alguém que nos agrade. Por que é assim? Tmb não sei...

Enquanto isso, vc vai descobrindo que ficar esperando a "pessoa certa" pode se tornar uma perda de tempo. Nesse estágio vc começa a reparar nos outros seres que te cercam.

Começa a tentar entender em vez de exigir, tentar fazer dar certo em vez de só torcer e tentar não parecer solitário, embora vc esteja.

Mas o mundo começa a mostrar a sua face mais comum nessa hora: a indiferença.

Custa até que vc entenda que ele não faz isso por mal. No início vc o acha muito injusto, cruel e colaborador dos desonestos. Porém, depois de tanto tempo pensando nessas coisas, vc acaba adquirindo um certo know how no assunto.

Daí pra frente não passa mais numa discussão sobre relacionamentos sem desferir a sua opinião e provando por A + B que as suas idéias tem fundamento. E logo essas idéias se tornam um escudo, vc precisa delas...

...mas na real, o que vc gostaria mesmo era estar com alguém.

O tempo passa (ele nunca pára não?) e um belo dia vc se pega sentindo ciúmes da namorada de algum conhecido seu (ou não).

Se pergunta pq não é assim com vc e ignora completamente que eles tmb podem ter problemas. No ínicio vc acha que eram ciúmes de maneira desinteressada (talvez fosse uma inveja disfarçada)e por fim percebe que não eram ciúmes da pessoa que vc desejou, mas sim o seu ego dando sinais de que estava vivo.

E ferido...

E chega a encruzilhada: 4 caminhos...

* isolamento
* continuar procurando (mas fingindo que não está. Isso é uma arte!)
* esperar pra ver se caí do céu
* viver lembrando do passado

Seja qual for a escolha, se vc chegou até esse ponto, deve ter um porção de estórias pra contar. Guarde a maior parte pra vc. Dificilmente servirão pra ajudar alguém, pois essas coisas as pessoas só aprendem sentindo na carne.

Só não se bitole. Como uma grande amiga que tmb vivia nesta "virtualand" me disse certa vez:

"Tudo bem que todos precisamos de alguém e tal, mas procure mudar esse pensamento de que vc só estará completo com outra pessoa, pois vc já nasceu completo. A única coisa em que a outra pessoa irá te ajudar será a construção de algo. E nunca no complemento"


e eu completaria com o que outra amiga virtual e real disse:

"Seja tolerante. Não tanto com os outros, mas principalmente com vc"


Ah! eu já falei tanto destas coisas. É estranho como esse assunto me inspira curiosidade. Talvez pelo fato de um ser um leigo nele. E tudo que a gente fale ou pense sobre isso sempre vai soar como receita de bolo na cabeça dos outros.

Mas quer saber? Prefiro continuar sendo leigo e ter a chance de conhecer as mais diferentes formas de demostra-lo do que sofrer por não me fixar apenas em uma.

Selph - 11:59 AM

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alcova delirium - 03/02/2005

"Mais valem sussurros sinceros do que gemidos pretensiosos"


...mas saber distinguir pretensão de sinceridade valeria mais que tudo. Infelizmente esse poder nos foi negado desde o paraíso...

Eis a nossa eterna busca. Em meio ao turbilhão da insegurança e dos receios.

Selph - 9:55 AM

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tchau mana! - 02/02/2005

"Hoje é o primeiro dia do resto da sua vida"


Foi o que eu disse hj cedo pra minha irmã mais nova.

Hj é o seu primeiro dia de aula. Sei que ela só vai se tocar que entrou pra uma prisão em regime semi aberto daqui há alguns anos, mas ainda assim completei:

"...até daqui a 20 anos. Com o básico"


Ela ficou tão meiga de uniforme escolar...

Selph - 6:56 AM

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