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caindo direto - 29/07/2005

que porra de melancolia, síndrome de "não sei o que" ou solidão!

triste é estar amargurado numa idade em que vc deveria estar gozando.

isso sim é triste!

...

Selph - 11:07 AM

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sobre aquilo que é normal - 28/07/2005

CORRUPÇÃO


Afinal de contas existe solução? Vale a pena?

Pra primeira pergunta eu não sei.

Talvez fazer uma pesquisa de campo
e ver como outros países resolveram
(em parte) os seus problemas com
corrupção e daí tentar tirar um
exemplo. Mas isso é complicado...



Pra segunda, é lógico que vale. O problema é que com a segunda vem aquela afirmação: "Mas sempre foi assim, não tem mais jeito..."

A solução? Ah! já tentaram de tudo...

Se fosse nos anos 60: revolução

Se fosse nos 70: viajar nas drogas

Se fosse nos 80: vc se mataria

Se fosse nos 90: Vc tentaria várias soluções e nenhuma delas daria certo...

E agora, nos 00: Ironicamente isso pode soar como um recomeço. É, pq não? Acreditar que tudo está perdido é muito mais alienante do que a velha esperança dos ingênuos, que pensam demais e fazem de menos.

Alias, se vc for prestar atenção na História, foram justamente esses que pensam muito e fazem pouco que mudaram alguma coisa. Mudaram pouco, mas mudaram...

Selph - 10:22 AM

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...in loco - 27/07/2005



...sempre tenho medo de que a minha intuição esteja certa

Selph - 7:54 AM

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curral - 25/07/2005

Antes da globalização,
as pessoas ficavam
felizes quando encontravam
culturas diferentes
O ato de buscar pontos em
comum era agradável.


O mundo era pequeno e mais interessante...


Depois da globalização,
as pessoas ficaram cansadas
do "diferente", que no final
das contas acabou revelando-se
igual. A tentativa de buscar
pontos em comum já não é mais
prazerosa. E procurar aspectos
incomuns num mundo clonado é
tarefa cada vez mais ingrata.


O mundo se tornou maior, porém menos interesante...


No final, depois de tanto conhecimento,
o que sobra é sempre a mesma coisa...


...gente

Selph - 8:27 AM

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django - 22/07/2005

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Eu não toco isso, apenas arranho...

Nos idos de 98 comecei a reparar na mágica que a música trazia, e como não poderia deixar de ser comprei logo um exemplar do instrumento mais popular de todos os tempos.

Demorei meses pra tirar algum som decente do bicho, mas lá pelo fim do ano já dava pra ficar perdendo tempo à noite.

O auge da empolgação (considero certas paixões mais como empolgação do que outra coisa) foi em 2001 e 2002. Nesses dois anos eu “toquei”, se é que se pode dizer isso, em praticamente todo o circuito badalado da cidade: calçada da minha casa, aniversário de criança, pracinha do Conjunto, lual no meio do mato, esquina com os maconheiros, bar com coroas bêbados, banco de trás de Fiat Uno, enfim...

Porém eu tenho uma limitação (bah! várias...): não sei, não consigo, não tenho fôlego pra cantar. Já tive, mas aos 18 contrai uma gripe muito forte e babau voz. A solução foi arranjar alguém que saiba “cantar”, bem, ou que não tivesse vergonha pelo menos.

Eis que a solução surge na figura de um velho amigo nosso. Sabe aqueles caras que sempre foram totalmente porra loucas e que não satisfeitos em curtir a adolescência com o seus amigos, resolvem curti-la tmb ao lado dos irmãos mais novos destes mesmos amigos??? Pois é...

Não vou botar o nome dele aqui, mas posso dizer o que seu apelido era Loucura, o que já diz bastante coisa. Na verdade eu o chamava de Engenho, pois o cara consumia cana como tal.

Numa quinta feira véspera de feriado, estávamos todos tomando vinho (era nossa bebida oficial de seresta) e “tocando” em frente a casa da vizinha. O filho dela gostava de violão e estava querendo aprender a arranhar com mais qualidade (coitado!).

Definitivamente qualidade era uma coisa que não tínhamos, eu por exemplo mal sabia fazer pestana* e meus conhecimentos técnicos se resumiam aos acordes básicos e a leitura de revistinhas...

Já o Engenho gostava de rock dos anos 80, MPB e algumas música de flashback.. Ouvi-lo cantar era hilário, ainda mais pq ele era um discípulo aplicado da enrolation in english (não sabia cantar nem Happy Birthday to you), além de ser desafinado pacas, se bem que...

...quem consegue ser afinado estando totalmente bêbado?

Eu comecei a tocar essas musicas simples de levar no violão: Legião, Paralamas, algumas internacionais, tipo, Metallica e Nirvana (o baixo de “Come as you are” é a coisa mais manjada que existe) e por aí vai.

Só que depois de um certo tempo, eu já estava enjoando de tudo aquilo. Tentei tocar MPB, mas é difícil pra burro e não empolgava. Só sei que cheguei numa fase em que tocava desde “A mais pedida” dos Raimundos até “A volta do Boêmio” de Nelson Gonçalves. Trash total!

###


Voltando a quinta feira...

Eu estava só um pouquinho alto. O Engenho já devia estar em Marte ou Plutão, o filho a vizinha que se chamava Emanuel (haha! Ele é evangélico hj) tava tão ébrio que ria de qualquer coisa. Não parava de rir o desgraçado! Parecia até que tinha fumado o baseado do Coringa...

Pois bem, já estávamos no 3º garrafão de vinho Dom Bosco, o velho sangue de boi, quando passou um desses carrinhos de playboy (Honda Civic ou Vectra) com um funk nas alturas.

O Engenho que estava mijando atrás das plantas da vizinha, não tinha mais o que fazer e mexeu com o cara:

“Viadinho! Vai escutar um som que preste! E abaixa essa porra! Ninguém aqui precisa saber que vc tem mau gosto!!!”

Pra que? Tá certo que já era a quinta vez que o maldgito passava com o som arrebentando os nosso tímpanos e o bom gosto, mas porra! gosto é gosto! E pouco me importa se o dele era ruim e o nosso era tosco. Porém, o cara deu uma ré...

“Como é que é?” - gritou

“...” – eu

“HAHAHA!” - Emanuel

“É isso mesmo seu playboyzim! Não passa mais aqui tocando essa merda!” – respondeu o Engenho protegido pela folhagem do quintal da Dona Inês.

O pior é que o cara era enorme! E tava achando que era eu e o Emanuel que estávamos mexendo com ele, visto que, da rua não dava pra ver o Engenho bêbado e com o pau pra fora proferindo tais impropérios...

“Esperem aí! Não saiam daí!” - gritou ameaçador!

E foi embora a mais de mil...

“Tá doido seu fdp??? Engenho caralho! Pra que tu mexeu com o cara??? Agora ele vai voltar e a gente vai apanhar que nem cachorro leproso!” – falei

“Não esquenta. Ele é só um e nós somos três...” – o Engenho retruca

“HAHAHA” – Emanuel

“E se ele voltar acompanhado???” – insisti

“Eu conheço aquele cara, na certa ele vai vir com um monte desses manés que fazem Jiujitsu e essas viadagens de ficar se agarrando com macho...”- ele gozava

“HAHAHA” – Emanuel

“Caralho... tamo fudido” – sentenciei

“HAHAHA” – Emanuel

“Tamo nada! Esses caras de academia só tem arranque. Mas se bem me lembro eles não virão só com punhos e músculos anabolizados, certamente trarão algum brinquedinho pra dar uns tecos na gente...” – ele respondia tranqüilo

“HAHAHA” – Emanuel

“...além de quebrarem tudo, como de praxe. Se eu fosse vc iria logo guardar essa viola.” – continuou

“HAHAHA” – Emanuel

“Pô! Mas e as biritas?” – perguntei

“HAHAHA, zZzZ, hihihi, err... é, e as biritas como fica? Eu não posso guarda-las em casa. Mamãe me mata” – Emanuel finalmente se manifestava

“Nem eu” – completei

“Ah! Vamos tomar tudo agora, ou então esconder no mato, senão eles vem e vão querer tomar da gente” – Engenho explicou

“...” – Emanuel

“Sério?” – indaguei

“Sério, pô! Se a gente estivesse fumando eles iriam querer tomar o fumo. Sabe né? Espólios de guerra” – Engenho disse

“Grrr... na birita eles não mexe!!!” – bravejou Emanuel

Então decidimos ficar por uma causa nobre. A defesa dos garrafões de vinho!

Uns quinze minutos depois. O carro retorna

“Olha, se vcs quiserem dar o fora podem ir. Fui eu quem começou essa parada e eu posso resolver. Sem ressentimentos” – Engenho falou nas ultimas

“Que é isso cara? Tá certo que foi tu quem mexeu com o cara, mas estamos nisso juntos” – retruquei. Tá, tava me cagando nas calças, mas não podia deixar o cara na mão.

“HAHA, Er... ZzZ, além do que... nas birita eles... não vão meter o dedo não...” – Emanuel fazia a sua jura

O carro encosta junto ao meio fio. E descem um, dois, três, quatro, cinco filhos de Gracie! Com orelhas de repolho, canelas finas e tudo o mais...

Desce tmb o playboy ofendido. Putz! Fora do carro ele parece ainda maior...

“Porra! são seis! Acho que dessa vez fudeo” – murmurei pro Emanuel

“HAHA..eerr... hic, pode ser, mas nas birita eles não vão pegar...” – Emanuel o guerreiro!

“Porra!!! é tu LOUCURA???” – o playboy se surpreende

“É claro, sua bicha!” – Engenho responde

E os dois começam a se abraçar e xingar mutuamente.

Que porra foi essa?



Bem, resumindo: O Engenho conhecia o cara. Alias, disse que ele não era de nada mesmo e por isso teve que chamar os seus amiguinhos bombados. Ah sim! Eles realmente tinham trazido um brinquedinho, niquelado e de calibre 44 pra ser mais exato...

Depois de feitas todas as explicações os caras foram embora. Disseram que nos acharam muito “gente boa” e que na próxima não iriam passar mais com som alto pela nossa rua. Essa eu não entendi, mas deixa pra lá...



O Engenho tmb se tocou da merda que tinha feito e pediu desculpas pra gente e pra Dona Inês que tinha acordado com todo esse barulho. Ela tmb queria saber por que diabos o seu filho estava rindo daquele jeito, logo ele que era um menino tão quieto.

Quanto as biritas (vulgo vinho barato) nós as tínhamos escondido previamente, antes da Dona Inês aparecer. No outro dia eu e Engenho, terminamos de toma-las, lembrando e rindo (muito) do que tinha acontecido na noite passada. Pena que o Emanuel chegou tarde e só pegou um restinho...



Dessa vez ele não tinha motivo pra rir...

###


Por que esse post se chama Django?

Ué? É por que esse é o nome de batismo da minha viola!


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“Boemia, aqui me tens de regresso
E suplicante te peço a minha nova inscrição
Voltei pra rever os amigos que um dia
Eu deixei a chorar de alegria, me acompanha o meu violão”


*é aquele artificio que se utiliza
em algumas notas como Fá, Si ou Sol,
e que consiste em apertar todas ou a
maioria das cordas com a lateral do dedo.
É o terror de todos os iniciantes em violão

Selph - 11:09 AM

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esperança ao quadrado - 18/07/2005

"A vida é uma causa perdida"

Antônio Abujanra



***





...dedicada aos milhões
de Dom Quixotes que
existem por aí.

Selph - 8:14 AM

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frases bloguentas - 15/07/2005

O legal de minas como a Beyoncé, é que vc não precisa comê-las pra saber como elas gemem...

zErOx


Nada como o cheiro de stress pela manhã...

Henrique Tchula


Falarem constantemente que vc é especial, não te faz ser uma pessoa especial.

Nágila (do já defunto Misantropia e A Arte de Mudar)


Pessoas que tem muitos amigos não são exigentes

Kravis


Brasil: Ame-o ou seja realista.

Marcos


Faço templates por 5 litros de milkshake de Ovomaltine

Irene ( do já defunto Other Face)


Todos querem ser Bono, eu quero ser o Massari*
*ex-vj da MTV

Katy


Acho que tô começando a acreditar mais em vida inteligente fora do que dentro da Terra.

Mariana


Transar é arte,
Gozar faz parte,
Engravidar é moda,
Assumir que é foda!


Menina Prodígio


E a melhor de todas...


O MONOCROMATISMO DOMINA!

Mestre dos Magos

Selph - 11:23 AM

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slurp! - 14/07/2005

- Vc tá muito branco Selph! Parece até doente, credo em cruz! Vai tomar um sol menino! Fica com aparência de gente!

- O que tem de errado com a minha cor?

- Tu é muito branquelo, aguado, parece que tá anêmico...

- Mas eu fiz um check up geral semana passada. Tá tudo ok!

- Hum... fez exame pra verme?

- LÓGICO! tá limpo!

- Sei não... Vc é meio branco amarelado, xiii... Se pelo menos fosse mais bronzeadinho como fulano ou tivesse uma cor forte como beltrano. Assim vc parece um cadáver, ou zumbi.

- Filhota...

- O que?

- V.A.M!

- O que???

- Vai A Merda!

- ...grosso. Aposto que vc gosta dessa sua cor apática e tem preconceito com que é mais escurinho né?

- Odin...

Porra!

Carvalho!

Dizer que alguém é apático, zumbi ou anêmico por causa da claridade da pele é tão imbecil quanto dizer que quem é negro tem aspecto sujo.

Mas não... preconceitos só existem pela parte dos brancos

Não gosto de tomar sol. Mas aqui todos acham que ficar torrando a uma temperatura de 40ºC, é um hábito saudável.

Não ligo quando alguém me chama de branquelo, mas com um porém, somente se a pessoa que me chamou assim for uma desconhecida. É ruim colegas seus acharem que vc é "devagar" só por causa da sua aparência...

Rá! Eu poderia me revoltar contra isso, me achar inferior, chamar a outra pessoa de extremista preconceituosa, mas não. Achei melhor manda-la a merda. E lógico, escrever sobre isso.

Se pelo menos metade de todos os "Grafites", "Neguinhos", "da cor", "sararás" e apelidos afro mil que tem por aí fizessem isso em vez de acharem que o mundo caiu, creio que as coisas não estariam no pé em que estão no que diz respeito ao preconceito racial.

Certamente isso não se aplica a questões mais sérias como deixar de frequentar lugares por causa da cor, entretanto eu me refiro a essas pequenas desavenças do dia a dia.

Seu eu mandei a merda uma colega minha, pq os ofendidos não mandam a merda os desconhecidos que os chamam por nomes que eles não curtem?

É muito melhor instaurar a política do "fodasse" do que ir em busca de dilemas históricos, razões biológicas e outras tempestades. Muito melhor.

A propósito, a menina ainda é minha colega. Foi só um V.A.M! entre amigos mesmo.

Selph - 10:31 AM

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tanto faz - 11/07/2005

Dizer que:

As pessoas são uma coisa na Internet e outra na vida real...


É moda

Dá menos trabalho de contradizer

...e conta com muitos exemplos por aí.

Ruim.

Generalizar é fácil demais, simples demais, e ultimamente, comum demais...

Além de ser óbvio.

Ninguém é 100% do que fala. Nem fodendo. Daí a banalidade de tal argumento

Gostaria de saber o que pensam as pessoas que se valem desse argumento. Sim, pq julgar alguém pelo que este ser escreve é tão infantil quanto jogar todas as fichas no poder de uma imagem.

Talvez essas pessoas vão gostando tanto (ou não) do que fulano escreve, que acabam criando uma ilusão ao seu respeito. E às vezes a ilusão acaba quando acontece algum contato mais próximo. Em tempos de Internet farta, isso ocorre até via messenger.

Lógico que me refiro aos blogs, outros tipos de sites que oferecem alguma possibilidade de comunicação (sites de encontros, fóruns, orkut, etc.) são tão passíveis de enganação, que tal frase dita acima chega a ser redundante.

Se bem que a escrita nos dá mais segurança, porém, nunca sabemos se quem escreve tudo aquilo é realmente aquela pessoa.

E se até na chamada vida real (não, não é o Big Brother) muitos reclamam de nunca saberem ao certo com quem estão lidando, ou até de facetas desconhecidas de muitos amigos, onde está então a lógica prática em diferenciar Internet do real?

Ou por acaso vc acha que só pq está na Net,o que há do outro lado não é uma pessoa? Suscetível as inúmeras falhas humanas? Entre elas o popular engodo?

Que na Net vc pode ser quem quiser isso todo mundo sabe. Mas que na vida cotidiana muitos são o que querem ser tmb(usando a mentira como artifício), parece que muitos ignoram...

Portanto, enquanto não tiverem desenvolvido a Inteligência Artificial e não houver andróides com aparência humana circulando por aí, usarei as mesmas precauções e terei as mesmas expectativas com relação a quem vier conhecer.

Tanto na Net como pessoalmente.

Tanto no messenger como na fila do pão

Tanto nos blogs como na faculdade

...tanto faz. O meio não é relevante.

O conteúdo sim.

Selph - 8:46 AM

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rede - 07/07/2005

Ela foi totalmente consumida pelo seu amor.

... e não sobrou muita coisa.

Apenas alguns traços da sua antiga personalidade, pequenas coisas que por mais que se moldado a sua nova ordem de vida, ainda permaneceram as mesmas no seu interior.

Mas por ficarem tão distantes da superfície, foram ignoradas.

Como todo o resto do mundo. Como as pessoas, como essa poesia mundana que surge todo dia em nossa frente.

Ela não via mais defeitos em nada. E se via, lhe parecia insignificante perder tempo com tal problema. O mundo ganhava outros tons, mais vivos, coloridos e brilhantes!



Brilhantes como as estrelas que um dia ele mostrou...

E se um dia o amor acabasse?

Não. Impossível. Ele é imortal.

Ela acreditava ter aprendido o verdadeiro sentido da vida, que consistia em amar e deixar-se consumir totalmente por tal sentimento. Não se sabe se ela estava cega ou se realmente era a única a enxergar o mundo real.

Até hoje ninguém sabe.

Fatalmente (ou naturalmente) o seu amor acabou. Passou como uma estação. No inicio ela acreditava que não tivesse sido amor de verdade, pois este, segundo lhe diziam, durava a vida inteira.

Preferiu confundi-lo com uma paixão, mas no final das contas o que lhe foi revelado era que ela ainda não sabia trabalhar com perdas...

E aqueles pequenos traços que tinham sido ignorados no inicio, agora ganhavam um importância absurda. Era tudo o que ela tinha...

Foram eles que a trouxeram de volta a superfície. Que irônico! Salva pelos esquecidos! Que conseguiram tira-la do fundo do poço onde ela os tinha jogado anteriormente.

Como de praxe, ela não se arrepende de nada.

Como de praxe, eles não tocaram mais no assunto.

Ela aprendeu a trabalhar com perdas. E todo o seu medo desapareceu...

Ela estava de volta. Carpe diem, C´est la vie, No pain, no gain, não importa!
Ela estava de volta.

E não mais sedenta pelo seu próximo encontro com Eros, nem ansiosa...

Ela não vivia mais em função dele. Agora ela estava tranqüila e serena.

Como uma cidade no outono.

E poderia até se arrepender de algum salto mais alto no futuro, mas definitivamente ela não vai esquecer...

...que possui uma rede embaixo.

Selph - 12:17 PM

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questão 2 - 04/07/2005

pensar demais e agir de menos


Isso é um problema, mas ainda não é um defeito. Dá pra ir levando, porém se torna catastrófico quando surge...

a ansiedade.




...mortal.

Selph - 8:15 AM

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C.P.I - Conselho Popular Ignorante - 01/07/2005

tmb não gosto de falar de política...

Mas ignorar-la e dizer que é "tudo ladrão" é o sumo da burrice.

Engraçado como a massa acredita que nunca foi manipulada e que sabe das coisas...

Numa terra onde "levar a vantagem" é uma religião, eu achava que o povo fosse mais escolado nesse tipo de coisa. Mais do que os outros povos do continente, por exemplo.

tmb não gosto de falar de política...

Mas o estralhardaço que essa C.P.I está fazendo é considerável.

A mídia é realmente o 4º poder da sociedade, o poder não declarado.

Mais influente do que os outros 3 juntos. Não há dúvida...

tmb não gosto de falar de política...

Pq sempre acho que falo besteira.
Pq não conheço "profundamente" o assunto.
Pq não quero cair na mesma generalização exposta no ínicio do post.
Pq já existem pessoas que falam disso, e melhor que eu.
Pq eu não gosto mesmo.
Pq me desagrada. Tanta coisa melhor pra falar, né?
Pq é complicado.
Pq não leva a lugar nenhum.
Pq reclamar disso já era.
Pq? Pq esse discurso já morreu.
E não foi enterrado. Ainda fede por aí...

Mas acima de tudo: Pq esses motivos (e tantos outros) expostos aí em cima são medíocres o bastante pra grudar na cabeça e não sair mais. Junte mediocridade, ignorância e egoísmo e presto!, temos uma mentalidade popular.

tmb não gosto de falar de política...

Mas foi sempre assim não? Pra que mudar agora? Eu quero é o meu. Dane-se o resto.

Nunca vou precisar de ninguém de lá, nunca precisarei de Q.I, nunca me envolverei em coisas sujas, nunca, nunca e nunca!

Não entendo que a minha vida e a de todos é puramente política, que viver seja um ato político.

Nem o amor, nem a paixão, nem as amizades ou inimizades deixam de ser coisas políticas.

Não existem níveis seguros

tmb não gosto de falar de política...

Ignoro que o ser humano é um ser político por natureza e que disso depende a sua sobrevivência. Não por viver em sociedade (cada um é um mundo), mas por necessitar de regras. Desde a inocência até a loucura.

Quer saber? Deixa pra lá. "Deus dará um jeito", "O que não tem remédio, remediado está", "Um dia isso muda" (haha! adoro essa!)

Nem devia ter falado disso, pois...

...tmb não gosto de falar de política.


Esses pratos gigantes significam uma mão dando e outra tirando? Parecem discos voadores...*



Ah! eram discos voadores mesmo! Olha os ets...*


* sou igorante, não liguem pra mim. Mas ainda quero o meu direito de votar!

Selph - 3:40 PM

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