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voltei... - 30/11/2005

só pra dizer "tchau" novamente. Mas não em definitivo. Ainda não

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Desde o ínicio, este blog teve 2 objetivos bem claros:

1 - espaço pra escrever o que me desse na telha

2 - conhecer gente nova

E até hj posso dizer que fui bem sucedido em ambos.

Neste ano que termina, o segundo objetivo teve uma relevância incontestável. Pq? Bem, por dois fatos importantes.

O primeiro iria demorar muito pra explicar. Por isso tomei a liberdade de citar o post que o elucida de maneira brilhante.

Só pra constar (isto não é uma despedida!), foi muito ótimo conhecer seres tão diferentes de mim e criar vínculos. Alguns logicamente mais fortes do que outros, mas é válido.

Por eu nunca ter participado avidamente de grupos em minha vida, talvez tenha passado a imagem de "distante" ou "isolado", coisa que não nego de todo, porém, existem outras facetas pra conhecer.

E o melhor de tudo é que isso se aplica a eles tmb. Sinto uma ponta de nostalgia, não reparem...

Já o segundo fato...

...foi inesperado. Sim, estou indo ao encontro de uma pessoa que conheci por meio deste espaço.

Antes que alguém venha dizer que isso é besteira, eu digo: foi uma decisão minha.

Não compartilho da opinião dos que insistem em dizer que tudo o que rola por aqui é absolutamente falso. Mesmo pq na nossa chamada "vida real" existem várias pessoas que nos enganam naturalmente.

Seja forjando sentimentos, vinculando boatos ou govervando uma nação.

Vc pode estar sendo enganado neste instante.

E ignorar isso.

Benção? Destino? Maldição? Vc decide...

Entretanto eu não sou tão ingênuo assim, sei que existem riscos e que a percepção real de uma pessoa é um dos fatores determinantes na hora de conhecer alguém.

Porém, é tudo uma questão de que tipos de riscos vc está afim de encarar. E essas decisões a gente toma diariamente, seja em alto, médio ou baixo grau.

Logo, decidi assumir um risco relativamente alto. Loucura? Ainda não sei, me pergunte quando eu voltar.

Mas uma coisa eu posso adiantar: a sensação de tomar as rédeas pelo menos uma vez é libertadora. E feliz.

Por isso desejo;

Aos que ficam: um Alegre Natal e um Revellion Eufórico. Tomem uma por mim, tá?

Aos que me esperam: Me aguardem que já estou chegando!

Aos que vou conhecer: sou tímido, não reparem, mas gosto de conhecer pessoas.

E a quem me espera e aguarda com uma certa ansiedade: me puxe que eu já estou indo. E vou, pois agora o final é nosso.

até!

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O In Loco não vai entrar em hiatus, mas vou diminuir sensivelmente a frequência com que posto por aqui. Volta e meia postarei algo.

A série Morpheu talvez só acabe ano que vem. O próximo quadrinho é o ultimo.

e... só.

puaf!
fui!


P.S - a terra da garoa é muito fria? e a terra de todos os santos? é muito quente?

Selph - 10:56 AM

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consta que... - 25/11/2005

antes era um anjo de solidão

que depois virou um demônio da contrariedade e do cinismo

ultimamente os dois foram embora e só sobrou o famigerado sentimento de exílio do mundo e...

(blá,blá,blá)


Chega. A falta de praticidade dos devaneios encheu a sacola. Acontece, e constatar isso não é entrar em contradição. É apenas... constatar.

Vou ali alimentar o instinto de sobrevivência.

...e voltou mais tarde.

*feliz*

Selph - 1:03 PM

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qualquer semelhança... - 22/11/2005

malvadão = selphito


...é mera coincidência.

Selph - 3:25 PM

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parabenhas - 21/11/2005

...e vc está lá, belo-belo, num domingo do mais saudável tédio quando chega a notícia:

"Filho, hj tem aniversário pra ir"

Bem, como todos em casa sabem eu quase nunca vou a aniversários. E por diversos motivos:

Tenho preguiça de falar parabéns pra um pessoa que já ouviu isso umas 50 vezes no dia, quase nunca levo presente (ok, nunca), desconfio da comida (vai que ela foi feita por uma tia que não lava a mão depois de ir ao banheiro?), as festinhas geralmente são cheias de clichês chatos na hora do parabéns e por aí vai...

...mas se quiserem me convidar pra ir comemorar o aniversário de alguém em uma pizzaria ou no cinema, eu topo.

Enfim, dado esses motivos e outros mais eu resolvi que não ia.

Mas, sacomé... o aniversário era de uma tia muito querida na família e minha mãe insistiu para que eu fosse.

Na verdade ela já estava ficando puta por causa do meu total desprendimento para com a família. Cara, nem nos Natais eu ia mais!

Então tá, né? Vamos lá. É só uma vez ao ano mesmo.

Aniversários de gente adulta tem algumas características bem peculiares. Como o meu caso era o de uma tia muito querida, haviam muitas tiazonas falando sobre os mais diversificados assuntos: novela, marido, filhos, novela.

E logicamente: na roda dos homens (tios e CIA) só se falava em futebol.

Ou vc fica sentado numa cadeira de balanço comendo um prato de frango seco com farinha e arroz, ou se entope escutando o som.

Que a propósito era um misto de Calipso com as melhores da Jovem Guarda. Ecletismo é tudo!

Tem sempre alguém mais velho que quando te vê exclama:

"Esses adolescentes de hj em dia estão cada vez maiores, não?"

"Tia, eu tô com 24..."


A comida é farta. Tanto que geralmente sobra muito no final. É a velha lógica do "é melhor sobrar do que faltar", logo, tigelas de arroz que dariam pra alimentar uma vaca e quilos de vatapá são sumariamente distribuídos em pratinhos de plástico.

Quem é retardatário costuma a levar esses "quitutes" aos montes pra casa.

Isso sem falar no bolo.

Sim, aquele bolo ENORME e cheio de côco ralado em cima. Que tinha gosto de sabão e que estava tão abarrotado de velinhas que os convidados mantiveram distância por causa do calor.

Aquela simpática massa de padaria que todos disseram "hummm" ao comê-la quando na verdade queriam ter dito "que merda!".

Pois bem, essa iguaria (cof,cof) tmb costuma sobrar. E sobrou!

E como a maioria dos que estavam presentes já tinham preenchido a sua cota de "quitutes para comer em casa" com o vatapá e o arroz, resolveram entregar a metade do monstro pra nós.

Deve ser um alívio pro aniversariante se livrar de tal empecilho, pois esse tipo de massa costuma a azedar muito rápido. Aí nem o cachorro quer mais.

Tenho até medo de chegar hj em casa e ao abrir a geladeira, pular lá de dentro um pedaço de bolo mutante...

Selph - 6:51 AM

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surto - 18/11/2005

Bem, se conseguirmos escapar do inferno que sempre são "os outros e o mundo", ainda assim, nada irá nos salvar de nós mesmos.

Desesperador? Que nada! Aí é que a coisa começa a ficar interessante...

Os loucos mais notáveis da História que o digam.

Selph - 3:34 PM

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tupininquim - 16/11/2005

Euforia - subida súbita

Alegria - euforia gritante

Solidão - de todos os sentimentos, o que mais gosta de companhia.

Melancolia - névoa densa

Tristeza - melancolia ao quadrado

Saudades - herança portuguesa

Portugueses - povo alegremente melancólico

Brasileiros - produto de 3 raças que se misturaram e se tornaram alegres. Porém, ninguém sabe se são felizes...

Extremismo - um lado da moeda único, verdadeiro e real

Comodismo - ...o outro lado da mesma moeda

Mundo - mistura de terra e água, cuja fertilidade gerou vida. Gira torto num grande nada, porém, com muita esperança.

Esperança - o início de tudo, mas não o final


"Os brasileiros são a euforia do mundo. Todos esperam muito de nós, porém, a que preço? Sempre tentamos matar toda a melancolia e tristeza dos nossos corações por meio da força, porém isso é um extremismo sem sentido. Precisamos aceitar que os portugueses deixaram mais que o idioma por aqui e não se desesperar por causa disso. Ao contrário, adaptar-se.

A alegria não deveria vir de um sentimento de comodismo e sim da certeza de que podemos algo. Esperança é ótimo, mas a solidão dos que ficaram a olhar estrelas é maçante.

No dia em que a saudade do que ainda não conhecemos não exista mais, esse dia, poderemos dizer que somos de fato uma nação."

Selph - 2:36 PM

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polaroids de mídia - 14/11/2005

Reflexos da mídia de uma época...

***


Dona 1: Ei veja! Aquele não é o nosso jovem vizinho?

Dona 2: Sim, ora eu não sabia que ele fazia compras por aqui tmb...

Dona 1: É um rapaz de fino trato! Veja como se veste bem e é educado.

Dona 2: De fato, totalmente diferente dos jovens de hj em dia.

Dona 1: Vamos lá dar um "oi"?

Dona 2: Vamos

aproximando-se do jovem exemplar

Dona 1: Olá

Jovem Exemplar: Olá vizinhas! Como tem passado?

Dona 1: Ah maravilhosamente bem. Estamos fazendo as compras do mês

Dona 2: E pelo visto vc tmb. Nossa! Dá gosto de ver um jovem da sua estirpe nos dias de hj.

Dona 1: Sim, quando olho pra vc tenho vergonha do meu filho. Passa o dia inteiro como um zumbi por causa da maconha

Dona 2: E minha filha então? É uma completa descontrolada por causa da cocaína.

Dona 1: Sabemos que conquistou sua independência desde cedo e que trabalha pra se sustentar...

Dona 2: ...por falar em trabalho, notamos que vc é apresentável, educado, pontual, tem um emprego bom e ganha muito bem.

Dona 1: A propósito, o que vc faz?

Jovem exemplar: Vendo droga pros seus filhos.

O lado irônico - Dave Berg, MAD - 1992

***


Pai: Menino! Saindo a essa hora? Não tá muito tarde pra ir pra balada não?

Filho: Orra pai! que nada, hj em dia todas as festas começam a bombar neste horário.

Pai: Mas filho, não é perigoso sair a estas horas?

Filho: Qual o que? Sem essa! Aposto que no seu tempo de carola não tinham essas baladas né? Tá vendo? Eu tenho culpa se no seu tempo o pessoal não sabia agitar?

e o filho vai embora batendo a porta

Pai: ...pois é.

Pai olhando o retrato na estante que mostra ele e a sua turma de 68 enfrentando um pelotão de choque da polícia militar em uma manifestação estudantil nos anos de chumbo


*fundo musical: Pra não dizer que não falei de flores - Geraldo Vandré*

Propaganda da Folha - 1995

***


cara andando na rua

cara entra num monólogo:

Outro dia eu estive pensando sobre a condição humana...

continua andando, subindo uma ladeira

...essa questão da tal superioridade humana, existe mesmo?

Na medida que ia pensando, passei na frente de um outdoor em que havia um retrato de Einstein, aí eu falei:

"Poxa! O homem deve ser inteligente!"


Pouco depois, passei por outro em que havia uma foto da Bomba Atômica de Hiroshima. Tsc,tsc,tsc...

"O homem deve ser BURRO!"


continua subindo a ladeira, chega no topo, olha pra baixo e fala:

Do adianta ter inteligência se vc não encontra um bom motivo para utiliza-la?

O cara: Matheus Nachtergaele
O veículo: uma daquelas propagandas non sense da MTV
O ano: meados de 96

***


...nem tão passada assim.

Selph - 6:35 AM

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lady... - 11/11/2005

Eu queria ser Morpheu pra poder trazer um sonho a vc.

Mas um diferente, um que tivesse raízes no real e que tornasse o utópico ao alcance da mão.

Que desfizesse o deserto que vc vê agora.

A medida que o tempo passa a gente vai notando como certas coisas são inerentes a um estado ou momento, mas que dar atenção além da conta pra elas é besteira.

Dê-lhe o que é devido, chore se for preciso, mas putz! não afunde mais na lama pois esse tipo de sofrimento não leva a redenção*... a única coisa que vc irá descobrir será mais lama!

Talvez vc já tenha constatado o óbvio, e tenha sentido pena de si mesmo a um ponto x que vc nem sabia que existia.

E pronto. Constatação não resolve, eu sei, mas clareia. Afugenta as ilusões.

Estive pensando sobre como o ser humano evoluiu e cheguei a conclusão de que o raciocinio de fato foi importante, mas a teimosia, ou seja, a velha "tentativa e erro" add nausean, teve um papel fundamental.

E o que seria da teimosia se não houvesse uma certeza (após séculos de pura observação, posso te garantir) de que cada dia é uma chance diferente?

Não se trata de auto-ajuda barata ou sentimentalismos, e sim de lógica. A única lógica comprovadamente sem sentido.

A vida flui como uma corrente de acontecimentos. Não tem padrão estabelecido. A única certeza que vc pode tentar tirar dela é esta: transição.

Me diga, o que é eterno em vida?

Felicidade? Sofrimento? Euforia? Solidão?

Nada.

Isso te deixa triste?

A mim não.

Então não esqueça que lá fora, tem alguém que se importa com vc.

Que quer te trazer um sonho, alguém que sabe que a quantidade do que sentimos não é relevante, o que é relevante é a intensidade e o ponto.

Ponto transitório lógico, meus sentimentos assim como eu não estarão aqui pra sempre. Mas sabe? AGORA eles estão aqui. E AGORA eu penso e me importo com eles...


...e com vc.


* nenhuma alusão a religião ou afins, falo de plenitude

P.S - Vc não está só.

Selph - 6:51 AM

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vista - 09/11/2005

Na beira do precipício
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...não, não vou pular. Só estou apreciando a vista.
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Hum, uma brisa...



*créditos a zErOx pela imagem

Selph - 8:52 AM

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o limbo - 07/11/2005

Sempre ouvi falar que pra um ser humano se desenvolver bem e ficar sadio é necessário o contato com outros de sua espécie. Por isso, desde cedo, as mamães levam as suas crias pra brincarem juntas tomando sol (vitamina D) de manhã no parque.

Mas... e se não houver contato? Existem conseqüências?

Eu não era filho único, porém, existia um marasmo de 5 anos me separando da minha irmã mais velha. Dos 0 aos 7 eu me lembro de passar as tardes sozinho em casa.

Não tive coleguinhas, nem lembro direito pq, creio que não havia parque perto de casa.

Ou seja, ora brincava com os meus "Comandos em Ação" (anos 80 que não voltam mais!) ora ficava folheando os livros da Enciclopédia de Animais Ilustrada.

Até que isso enjoou. Daí, como ficava sozinho mesmo resolvi fuçar nos cantos da casa pra ver se achava algo interessante.

A casa é mundo fascinante, incrível! Tem tanta coisa legal pra descobrir, ainda mais se vc for um moleque gordinho e curioso.

Descobri por exemplo, que podia fabricar meus próprios brinquedos.

Desde cedo eu já tinha aprendido a mexer com martelo, serrote e madeira, daí foi só juntar essa vontade com umas tábuas velhas que estavam jogadas na churrasqueira artesanal e pronto! Eu tinha tanques, aviões e robôs japoneses pra brigar com os meus bonequinhos da Estrela.

Eu não sentia falta de amigos. Minha própria imaginação me bastava. Até cogitava a hipótese de trazer algum pra brincar comigo, alias, meu pais tentaram isso, entretanto o meu receio era que o fulano não entendesse direito a brincadeira do jeito que ela era formulada na minha cabeça. Logo, eu estava acostumado com a minha solidão e tinha adaptado quase tudo a ela.

E o tempo passou...

...e chegou a adolescência.

Aí ferrou tudo. Todos os anos que passei no meu limbo particular, cobraram seu alto preço. Eu não conseguia me encaixar nas conversas, as pessoas me achavam metido, tímido, bobo, pois ficava a maior parte do tempo calado ou desenhando coisas.

Minha mentalidade social ainda era aquela do garoto de 6 anos. Desnecessário dizer que isso me fez chegar tarde em um monte de experiências que requeriam mais de um indivíduo para serem realizadas.

Se alguém fosse analisar essa época de minha vida, poderia até dizer que eu era uma criança bastante adiantada com relação as demais de minha idade. No entanto, ao chegar a adolescência veria que eu fui bastante atrasado com relação ao todo.

Ironias...

Pensando nisso tudo, esta semana eu observei a minha irmã mais nova.

Ela tem um quarto cheio de brinquedos. Desde bonecas até uns laptops infantis(um barato por sinal!). Porém, ultimamente ela tem ficado a maior parte do tempo com a minha avó.

Como minha avó estava enferma faz pouco tempo, eu tinha que constantemente levar a pequena de volta ao quarto para ela não estressar demais a velhinha.

Logicamente ela abria o berreiro. Eu tentava argumentar dizendo que ela tinha um quarto cheio de brinquedos e que podia se divertir muito mais ali do que ficando pra assistir novela com a minha avó.

E foi aí que ela, com 4 anos de idade, disse uma coisa que eu só vim constatar quando fiz 16:

"Eu não gosto de ficar só"

Acabei levando-a de volta. E ficando lá com elas. Afinal de contas, nem tudo tem que ser da maneira como nós aprendemos.

Duro foi ter que aturar o fim daquela novela chata...

Selph - 7:02 AM

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015 - 03/11/2005

terça, véspera de feriado

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19:00 hrs

Como não ia ter que acordar cedo no outro dia e como a balada só ia começar depois das onze, não vi mal algum em ficar vadiando trabalhando no computador até mais tarde.

Sendo que meu horário de saída é as 17 hrs.

Chego apressado pra pegar o ônibus das 19:15 hrs. A minha condução diária é uma "beleza", pois nunca tem hora certa pra passar e vem sempre lotada. O fato de eu pensar em pegar um as 19:15 hrs é baseado na ultima vez em que saí tarde. Como ele tinha passado nesse horário, então pensei que houvesse uma certa pontualidade.

20:30 hrs

Ora, quem diria...

E eu ainda fico surpreso com isso. *anta*

20:31 hrs

"Não tem troco"

"Como assim não tem troco?"

"Vc é surdo? Não tem troco!"

"Mas eu paguei R$ 2,00! Vcs vão engolir R$ 0,20?"

"É obrigação de vcs trazer o dinheiro contado!"

"Não. É obrigação de vcs dar o troco até o limite de R$ 5,00! Vcs já deviam estar preparados pra situações assim..."

"Não tem troco e vai passando logo senão quiser descer do ônibus!"

A gentileza com que os cobradores te tratam é comovente.

Resolvi não discutir mais com o bom trabalhador, afinal de contas ele já deve estar no pico do stress por não ter troco de R$ 0,20 pra dar a todos que entram no buso com R$ 2,00.

20:45 hrs

Vruuummmm!

Shock,shock,shock!

Squissshhhh!*


*Epa!*

"Ô cidadão? Dá pra desenconstar da minha traseira? Obrigado."

Passa um tempo... e o cara vai lá e encosta de novo no rapaz...

Vruuummmm!

Shock,shock,shock!


"Qualé? Dá licença! Sai pra lá!"

O peão (a cara do cão tarado chupando rola) desencostou levemente do rapaz e olhou para os lados. Ele não percebe que só eu estou observando e atento ao dialógo de ambos.

E discretamente volta a encoxar esbarrar no rapaz...

Vruuummmm!

"Aí mermão! Quando vc gozar me avisa, tá?"

Squissshhhh!

21:15 hrs

Eu creio que esse motorista tinha instintos sádicos.

Sério. O buso já estava mais do que lotado e o desgraçado continuava parando nos pontos. E o pior é que ainda tinha a cara de pau de dizer: "Vamos dando um passinho pessoal, que a frente do carro está vazia"

Maldito sádico dos setecentos mil caralhos! (by Osi)

21:30 hrs (é... eu moro longe)

Bem, já estava quase na hora de descer. E nada do meu troco.

Eu tinha atravessado a catraca, mas como tava tão lotado resolvi ficar lá por trás mesmo. Péssima resolução, visto que não havia espaço nem pra uma mosca passar pra frente (bem, tirando as moscas do suvaco da galera, né?)

Mas eu precisava descer no meu ponto. Se o perdesse, só ia conseguir sair do Mercedão (apelido carinhoso) no próximo bairro.

E como a situação era de calamidade mesmo, não tive outra escolha senão a de utilizar a técnica ancestral do escape multidão

O escape multidão é geralmente utilizado em locais onde existe muita gente entre vc e um ponto onde vc quer chegar. É um ultimo recurso quando o "dá licença, posso passar, por favor?" não funciona mais. É muito utilizado em estádios de futebol e shows.

Como eu não estava em um estádio (embora a galera balançasse a cada drible que o busão dava) e nem num show do Sepultura, tive que aplicar o escape multidão com algumas variações.

Nada muito diferente do velho empurra-joga o corpo no vão-e vai passando, porém, como não havia espaço, tive que ir esgueirando os pés por entre as canelas e panturrilhas do povo.

Algo assim como andar na ponta do pés por meio de um aglomerado humano. A Física explica...

A única coisa que a Física não explica é a cara que uns e outros fazem quando vc passa se esfegando por detrás. Bem, aí já é Freud que explica...

Após me esfregar nos mais diferentes corpos (sem trocadilhos por favor), dos mais diferentes formatos e cheiros, consegui chegar frente do carro.

Não. Não estava vazio. Mas eu não podia mandar aquele careca sádico pra casa do caralho. Ainda não...

21:35 hrs

*aperto o botão de parada*

nada

*puxo a cordinha*

nada

*puxo com mais força*

nada

*será que nada nessa merda funciona?*

"Ô motora! Meu ponto! tá chegando! Chegou! *olhando* e passou..."

Filho da puta!

Felizmente tem um sinal na entrada do meu Conjunto. E estava vermelho. Após chamar delicadamente a atenção do motorista por meio de sutis manifestações verbais, eu consigo descer do ônibus.

No longo caminho de volta pra casa (a minha rua é a última do Conj.), dois pensamentos:

1. Rota 015 - fique longe dela.

2. Ah um carro! Nem que seja de mão...

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* vã tentativa de reproduzir o barrulho do Mercedão.

Selph - 7:16 AM

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uow - 01/11/2005

um instante eterno


de todos os desejos contraditórios,
o que eu mais quero é este. Só.

Selph - 2:06 PM

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