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furadas

Em Manaus as festas feitas pra "agitar", aquelas que celebram datas estrangeiras e bocas livres em geral, quase sempre são furadas.

O início é bem típico, tudo começa com um papo que rola na boca dos seus amigos. Vc escuta apenas resquícios, partes soltas de um todo. Dentre elas, algumas chamam a atenção. Por exemplo: "... e bebida liberada!".

Aí vc resolve apurar os fatos e fica sabendo que fulano de tal se juntou com beltrano das tantas e irão promover uma festa. O tema não interessa, porém, como estou me baseando em fatos reais, digamos que seja uma festa do Dia das Bruxas.

Então vc, como é novato nesse tipo de coisa, já imagina aquele ambiente super dark, com fantasias sinistras e um som no estilo Type O Negative, afinal de contas é dia das bruxas então teria tudo a ver. Ledo engano, a começar pelo atraente merchandising da bebida liberada.

Geralmente a expressão "bebida liberada", se refere à cerveja. Que por sinal, foi comprada quase vencida e pela metade do preço.

E é aí que se revela a esperteza de quem organizou. A maioria do publico não está nem aí se a cerveja está "choca" ou até mesmo quente. A simples menção "liberada" já age no inconsciente dos baladeiros (na maioria adolescente) e faz a coisa toda "valer a pena".

Pra eles lógico, ainda mais quando não percebem que com o preço que pagaram pra entrar, que SEMPRE é acima de 25 mangos, eles poderiam beber cerva em outro local até vomitar as tripas...

Não seria melhor perguntar se os DESTILADOS vão estar liberados tmb? Claro que não. Isso seria pedir demais. Destilados não vencem, logo, não podem ser comprados a preço de banana.

Quanto ao som:

Como disse acima, vc até vai na fé, esperando achar alguma coisa diferente/bizarra/dark/tenebrosa que lembre o Halloween e acaba descobrindo, já no folder, que as mesmas bandas batidas da noite da cidade irão estar lá.

Mesmas bandas;

Mesmo repertório;

Mesmo esquema: uma de roque, uma de reggae (?!), uma de roque e uma dita "alternativa", que por sinal só irá tocar no finalzinho quando ninguém mais vai estar sóbrio pra prestar atenção. Tá vai... é claro que tmb haverá um DJ tocando a mesma coisa da Jovem Pan.

Quanto ao local:

A escolha de um casarão sempre soa bem, já que, em se tratando de festas, ambiente é tudo. Mas não fique achando que vc irá se esbaldar dentro da casa, ou porventura se dar bem dentro de algum banheiro luxuoso. Via de regra, só liberam a área externa.

Ou seja, qualquer descampado vagabundo que um dia já foi um jardim ou garagem.

Além de tudo, criam uma espécie de "balconzão" pra pedir as bebidas. Coisa que simplesmente não funciona na prática, uma vez que, no balcão a fila é praticamente inexistente. E como a molecada vai estar ávida pra "beber de graça", já se percebe que conseguir um drink será dureza.



Bebida "choca", quente e vencida. Excremento.

Bandas batidas na cena local, mas que por causa do prestigio estarão lá. Bosta.

Local sem imaginação, sem estrutura, lotado de pessoas que não vão fantasiadas (no máximo o clichezento chapéu de bruxa) por medo de pagar mico. Mal sabem que só o fato de ir nessa furada já é um tremendo mico. Fezes.

Preço caro. E aumentando com a proximidade da data da festa. É pq vai bombar sabe? Merda.



Mas... como toda festa é feita pelo tipo de pessoa com quem vc vai, é claro que esses detalhes podem passar facilmente batidos. Entretanto, pra mim eles se tornam cada vez mais óbvios.

E não é por falta de amigos ou companhias legais, mas sim por cada vez mais eu começar a dar valor a qualidade do produto. E a diversidade e criatividade do mesmo.

E isso não se respalda com fama, quantidade de pessoas que irão ou falta de local pra ir. Já que, se é pra entrar numa furada, o melhor será ficar em casa. A não ser que vc vá de graça. Hummm, às vezes nem isso compensa.

Selph - 3:20 AM