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.um sonho dentro de outro


Começa com uma noite fria e sem nexo. Um cordão de prata começa a me puxar de cima.

Ora, o que seria isso?

A pressão que ele exerce é suave, quase como se eu não tivesse peso.

Porém, essa afirmativa cai por terra quando de repente o cordão se rompe.

Estranhamente, esse momento de entrega e ida foi substituído por outro de desespero. Cair nunca teve um significado tão literal...

No entanto, tudo o que origina uma queda tem lá os seus motivos.

E o principal deles é que talvez eu não compreenda nunca o porquê viver uma fantasia dentro da outra.



.começo do fim


Acordo.

Dúvidas e mais dúvidas.

Teria sido só um sonho? Um lapso? Uma visão?

A TV continua ligada... o sleep deve ter falhado

Ah, o que importa? A melhor coisa é ir tomar um ar e refrescar as idéias.

(gozado, nunca fui de sair à noite pra tomar "um ar", mas enfim...)

A cidade está diferente. Esta não é a frente de minha casa e nem a minha rua, mas pq continuo achando tudo tão familiar?

A noite continua fria.

Uma névoa me envolve. Estranho, nevoeiros não são comuns nesta época do ano. A não ser que eu esteja em Londres...

E definitivamente não estou em Londres e esse ar estranho que me rodeia não é uma névoa. Ela começou fina e tímida, mas aos poucos foi ganhando força. Agora está compacta!

Quase como um escudo. Ou prisão...



.meio do fim


...melhor não dar atenção a ela. É inócua. É apenas... ar.

Continuar andando. Até dar sono.

Humm, dois conhecidos. O que será que estão fazendo a esta hora da madrugada na rua?

"Ei, e aí?"

"Ouw... tudo bem?"

"Pq não respondem?"

...

Foram embora. E nem me notaram. Talvez não quisessem dividir o assunto comigo. Melhor assim, nunca fui com a cara deles mesmo. Além do mais já está na hora de voltar pra casa e recuperar o resto da noite.



.fim


Cadê a minha sala?

Cadê os móveis?

Cadê o quadro?

E o que essa TV tá fazendo ligada aí? Que eu saiba não tenho TV na sala de estar.

Rá, e pelo que vejo essa tmb não tem sleep. Melhor desliga-la.

Interferência. Deve ser estática. Acabei de chegar da rua e...

?

Pegou!

Eu? Peraí! Meu quarto?

Caindo...

...em cima de mim mesmo?

Agora sou apenas um de novo. Não, a imagem tá rareando.

Droga. Desligou.

Mas que diabos quer dizer aquela imagem? Aquilo foi apenas... um sonho.

Mas uma voz em minha mente diz: "Nunca é apenas um sonho". E o dono da voz é alto, tem a pele pálida e os cabelos no estilo do vocalista do The Cure.

Pelo que lembrava da imagem (ou do sonho, tanto faz) eu ainda tinha o tal cordão prata e, putz, ainda tenho.

Não foi um sonho. E se foi ainda não acabou.



.despertar


A porta de grade se abre como que mostrando uma repentina saída.

Saio.

Não existe mais frente de casa.

Nem rua.

Nem mesmo cidade.

O que há ali na frente é apenas um gigantesco nada. Ausência. Inicio.

Não. Tem algo mais...

Tem que ter!

Quanto mais me aproximo da porta, mais as imagens ficam nítidas.

Primeiro um borrão. Depois uma silhueta. Depois uma vista superior.

Depois, apenas eu. Mas eu não sou o principal aqui. Existe alguma coisa além.

(Não sinto nada, apenas avanço. Mesmo que não tenha notado na hora, percebo agora que já atravessei a porta de grade há quilômetros atrás).

Aproximando.

O cordão! Sim, ele era a tônica de tudo isto. Ele foi o principal elemento do meu sonho. Ou do eu sonho que eu pensava não ser sonho, sei lá!

Está roto, como se tivesse arrebentado. Será que fui eu?

Serei eu quem o estava puxando?

Ele está sangrando na ruptura. Não, não é sangue! São pontos brancos pequeninos que piscam igual sangue. Parece que estão em guerra, ou então se assemelham uma TV com interferência.

(à medida que as imagens avançam mais, sinto como se estivesse entrando em um invólucro feito de carne e sangue).

E é. Até ela se apagar e eu despertar de vez.


.Boa noite.


~~~

Selph - 7:28 PM