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padrões e padrões

Aqui no Brasil, e talvez no mundo, existe um pensamento padrão que diz que "tudo o que faz sucesso se torna pausterizado, vendido, clichê, redundante e etc"

Tipo, se antes era underground e tinha méritos, qualidade e estilo, a partir do momento em que se torna unanimidade, passa a ser visto com maus olhos.

Isso acontece com quase todos os tipos de mídia: livros, cinema, música e afins.

Entretanto, não concordo com quem utiliza apenas esse artifício para explicar sua opção. Pra mim, esse pensamento é fruto do povo que simplesmente acha que não se misturando a plebe, se tornará diferente, e, portanto, "especial".

Como se o conceito de especial já não tivesse ido pra Marrakesh neste mundo aleatório e diversificado em que vivemos.

Justamente por isso, a aleatoriedade mostra que os padrões podem ser totalmente invertidos:

Exemplo:

De:





Totalmente estourado do Oiapoque ao Chuí com Ana Júlia e detestado pelos ditos "alternativos" por se tratar de "música comercial"


À:




Que mostrou o “auge” da mistura entre a MPB e o rock que virou cult, quase uma unanimidade entre o povo indie ou simplesmente "moderninho"



Porém, via de regra é o contrário que sempre acontece:


De:





Endeusado e aplaudido no mundo inteiro, paparicado pela crítica e pelos leitores


À:





Execrado pela crítica como vendido e clichê, acusado se não se renovar e de utilizar sempre o tema ocultismo para vender livros e falar sobre assuntos totalmente batidos. Tido como falsa literatura oportunista



Na boa, o Los Hermanos começou mesmo fazendo música pra vender. E continua assim, pois, o fato de gravar "coisas diferentes" não muda a necessidade de se vender disco.

E tipo, o que o povo que tanto os idolatra deveria enxergar é que tais ídolos soam muito, mas muito oportunistas ao fazer questão de não tocar mais nos shows, a música que os lançou para o sucesso. Não digo que agora eles estejam fazendo música pra aproveitar a onda, mas quem apronta uma vez pode aprontar duas ou mais...

Já o Paulo Coelho apesar de ter trilhado o caminho inverso, virou unanimidade justamente na época em que começou a receber críticas ao seu trabalho. O fato de ter sido feito membro da Academia Brasileira de Letras ainda está entalado na goela de muita gente.

Mas peraí, eu até concordo com o fato dele não poder ser enxergado como literatura. Questão de gosto e bom senso. Mas daí a criticá-lo e dizer que ele não merece estar entre os "Imortais" já é um pouco exagerado.

Por exemplo, o Sarney que sempre foi um escritor pereba está lá, pq Paulo Coelho não pode estar tmb? Se corromper uma vez, então segure a onda.

E sim, o mago (sic) está mudando a sua escrita, mas nada muda o fato dele ser apenas um escritor mediano.


De uma coisa eu sei. A diversidade pode ser muito boa para enriquecer as variantes de informação e cultura, mas chega uma hora em que a insistência para globalizar tudo acaba transformando a coisa toda num circo. E dos mais chatos.


E tipo, se vc não for nenhum eremita ou poeta suicida russo, então enxergue que vc está numa sociedade de consumo, portanto, não use como argumentos coisas como "vendidos" ou "original". Soaria no mínimo contraditório...


Talvez o único termo que ainda mereça destaque seja "fabricado" já que coisas fabricadas para fazer sucesso dificilmente atingem o panteão da memória. Exceção feita aos Beatles e aos Sex Pistols, pois estes souberam utilizar a imagem em favor do conteúdo.


Ah, eu blasfemo tanto pra não enxergar que tudo é utopia...


Os fatores diversidade e gosto sempre existiram, porém, ultimamente estão mais em voga. Vide as posturas politicamente corretas e incorretas que existem por aí.

Engraçado, ninguém quer ser ovelha, mas tmb ninguém quer ficar pastando sozinho...

Contrariedades... Talvez esse seja o único padrão existente.



P.S - Este texto abusou das aspas. Não façam isso, é feio.

Selph - 1:40 AM